Good and Evil-Opposing Forces
Autoras: Bruna e Bianca
Tema : anjos e demônios
Prólogo:
Estava sentada sobre uma rocha, e tudo o que eu via, era um oceano de fogo e morte.
Eu sou Marie, fruto de uma união carnal entre um demônio e uma humana.
Meu destino era ficar ao lado de meu pai, no lugar em que eu mais gosto: o inferno. Aquele cheiro de podridão, desespero e pecado, era o que mais me deixava feliz.
Mas, a noticia do nascimento de um semi-anjo, chegou ao inferno, dezesseis anos depois, e agora, era meu dever, acabar com a vida dele.
Estava sentada sobre uma rocha, e tudo o que eu via, era um oceano de fogo e morte.
Eu sou Marie, fruto de uma união carnal entre um demônio e uma humana.
Meu destino era ficar ao lado de meu pai, no lugar em que eu mais gosto: o inferno. Aquele cheiro de podridão, desespero e pecado, era o que mais me deixava feliz.
Mas, a noticia do nascimento de um semi-anjo, chegou ao inferno, dezesseis anos depois, e agora, era meu dever, acabar com a vida dele.
Fotos dos personaguens *-*:
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| Ariel(semi anjo) |
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| Raphael(anjo) |
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| Ashley(anjo) |
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| Path(anjo) |
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| Path e Ashley(anjos) |
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| Pietro(anjo) |
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| Ariane(anjo) |
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| Leo(Demo) |
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| Marie(semi-demo) |
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| Damon(demo) |
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| Cessy(demo) |
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| Beatriz(demo) |
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| Helena(demo) |
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| Dimitri(demo) |
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| Samanta(Humana) |
Capítulo 01-
Sempre exterminamos esses, semi-anjos, quase até a extinção deles;
Na verdade, só restaram poucos, e todos maiores de idade agora, mas agora eram protegidos, pelos seus anjos da guarda, como nunca, acho que vinte quatro horas por dia e agora não poderiam usar a nossa forma real para matá-los, mas com o tempo descobrimos que poderíamos renascer na forma humana, como semi-demonios com nossos poderes diminuídos, mas os nossos “queridos anjinhos” não contavam com isso.
Voltando ao semi-anjo que eu devo destruir, eu no mesmo dia que ele, como foi planejado, os outros demônios, deram um jeito para que a mãe,e o pai anjo fossem mortos,e ele seria órfão assim seria mais fácil.Também deram um jeito,em minha ”mãe” biológica.
Sorri cinicamente, minha demônio-tutora, Cessy. Falou-me e explicou tudo que sei.
Fui adotada pela a mesma mãe do nosso “querido semi-anjo”, fui criada como uma criança normal até que Cessy apareceu em meu quarto, eu tinha apenas 13 anos, ela me contou tudo sobre o que eu era e qual a minha missão aqui. Também me disse que outro demônio estava aqui para ajudar-me, mas raramente apareceria para mim. No começo achei tudo isso loucura, mas passei a aceitar meu destino.
Desde então, eu tinha aquele mesmo sonho, que me provava, que tudo que ela dizia, era real:
“-Eu ainda não entendi por que você tem que vir comigo. Eu sei me cuidar Cessy-eu disse.
-Os semi-anjos, são seres apaixonantes minha querida, e mesmo você não querendo, você pode sentir-se atraída por ele, e eu vou impedir isso. -respondeu ela.
Revirei os olhos e bufei.
-Eu nunca vou me apaixonar por um anjo, eu sou um demônio, é da nossa natureza odia-los! Mas, se você quer assim, eu tenho que aceitar. -eu disse me lembrando dos momentos que passei na sala de tortura.
Respirei fundo, e senti aquele cheirinho podre que eu tanto amava, me custava muito abandonar aquele lugar, mas valeria quase à pena ir para o mundo e acabar com a vida daquele anjinho.
Levantei-me da rocha que estava sentada, e andei em direção ao meu pai.
-Estou pronta senhor - não tinha permissão para chamá-lo de pai- Alguma ordem ou sugestão?
-Sim, eu tenho. Se eu ficar sabendo, que você está usando seus poderes desnecessariamente, você vai ser retirada do seu cargo, está me ouvindo?
Assenti, e não disse nada, ele sempre me assustou, e eu temia o que ele faria se eu trouxesse o terror a minha voz.
-Pode ir. -ele disse, e a leve brisa que circulava por aqui, trouxe o cheiro de sangue e lixo de sua boca.
Eu sai, e fui novamente ao encontro de Cessy.
-Estou pronta-eu disse.
Ela assentiu e puxou-me em direção ao portal que separava os dois mundos.”
E como sempre, acordava gritando.
Sentei-me na cama e coloquei a mão sobre a cabeça, assustei-me com Cessy que estava sentada na beira de minha cama.
-Mesmo pesadelo querida?-perguntou ela.
Assenti, ainda estava muito assustada com sua presença para dizer algo coerente.
-Amanhã é seu aniversário de 16 anos aqui na terra. E quando a meia noite chegar, você já tem a permissão de matar nosso querido Ariel. Mas cuidado, o anjo da guarda dele, vai estar de olho em tudo, então seja cautelosa.
-Eu... Eu não sei se posso, ele é meu... - eu tentei dizer, mas o barulho da porta abrindo-se me interrompeu.
Olhei frenética para o lugar de Cessy, mas ela não o ocupava mais.
-Marie? Você está acordada?- reconheci o dono da voz, era Ariel.
Falando no diabo, o capeta aparece, pensei.
-Estou. Aconteceu alguma coisa?-perguntei.
-Não- ele disse passando a mão nos cabelos loiros- É que eu ouvi uns murmúrios e tentei descobrir a origem deles, e acabei dando no seu quarto.
-Estava ouvindo música. - menti.
Ele assentiu e foi andando em direção a porta, mas parou, e sentou-se em minha cama.
-Amanhã as aulas começam, e é bem no dia do seu aniversário. Um grande azar não?- disse Ariel.
-É mais fazer o que? A vida é assim.
Ele sorriu. Ariel era um cara bonito, cabelos loiros, olhos azuis, ombros largos e um piercing que o dava um ar mais jovem. Ele era o típico garoto popular: jogava futebol e tinha todas as garotas aos seus pés, mas, ao contrário deles, não as usava como objeto.
Eu já era o oposto dele, alta, cabelos castanhos, olhos verdes acinzentados e pernas como as da cadeira de um bar. Podia causar inveja nas meninas, mas não era sociável como Ariel, eu preferia isolar-me de tudo e de todos. E ele era o único que falava comigo.
Esse era apenas um dos milhões de motivos que eu tinha para não matá-lo, mais querendo ou não, eu tinha que o fazer.
-Sabe, -Ariel disse depois de um momento- eu não deveria te dizer isso, mas mamãe vai fazer uma festa surpresa pra você.
Eu empalideci. Odiava festas.
-Não! Ela não pode fazer isso! –o choque que eu sentia, foi logo tomado por ódio e uma vontade de matar alguém.
-Hey, calma!-ele disse pegando minha mão, uma onda de paz me atravessou.
-Cuidado, ele vai acabar com a sua maldade. -sussurrou a voz de Cessy só para mim.
-Acho melhor você ir- eu disse soltando minha mão da dele.
-Cla-claro. Boa noite. -disse Ariel.
Quando ele saiu, deitei-me e toquei minha mão, ela estava quente, e parecia levar vários choques.
-Você viu o que ele pode fazer?-perguntou Cessy encostada em meu armário.-Então esse e um dos motivos, para que nos Demônios, exterminamos essas pragas, é claro. Agora é pior ele é protegido pelo anjinho da guarda-Cessy praticamente cuspia as palavras. Podia sentir a tensão nervosa, que emanava dela em meu quarto, ela literalmente estava soltando fumaça pela boca. Quando Damon apareceu, e colocou a mão no ombro dela, Damon, alto ombros largos cabelos pretos olhos castanhos com um leve tom azul imperceptível, pele clara, contrastante com os lábios, quase vermelhos.
-Cessy-ele disse, raramente eu o via, ele só aparecia quando Cessy o chamava ou quando ela estava irritada-Fique mais controlada, o Raphael pode perceber a sua presença aqui. E você não quer isso
-Damon-Cessy falou, se virando para ele-Cuide da sua vida. Eu estou muito bem, aqui com a Marie.
-Olá Marie-sussurou Damon -, vou roubar a Cessy de você um pouco.
Ele e Cessy sumiram, e novamente eu estava sozinha. Não conseguiria dormir novamente, o clima de raiva e ódio,de Cessy e Damon minutos antes me afetava,fiquei em silêncio ouvindo algo, a sim eram vozes, me levantei num pulo, eu estava de camisola.
Eu corei, devia ser por isso que eu me sentia tão vazia; estava praticamente nua. Vesti uma blusa e deitei-me novamente, as vozes ainda me incomodavam.
-Sei lá onde vocês dois estão, mas será que da pra vocês falarem mais baixo?-pedi.
Não ouve resposta, e no mesmo momento, Damon e Cessy apareceram.
-Não somos nós - disse Damon-Estavamos lá fora discutindo - longa pausa-, sobre os outros.
-Outros?-disse eu -Que outros?
-Os que vão segurar o Raphael-disse Cessy-Para que você acabe com o anjinho.
Fiquei em silêncio tentando não pensar que seria amanhã, e as vozes recomeçaram.
-Estão ouvindo isso?-falei, interrompendo outra discussão silenciosa de Cessy e Damon.
-Sim - disseram eles, e depois Damon continuou:
- Vá ver o que é.
-Você não manda nela - disse Cessy- Vá Marie, descubra quem esta falando há essa hora.
Levantei-me, ignorando os olhares de Damon para mim, e comecei a andar pela casa. As vozes vinham do quarto de Ariel.
Parei na porta entre aberta dele, e comecei a ouvir a conversa, dele com um homem alto de cabelos loiros escuros, olhos castanhos esverdeados, pele clara, músculos podiam ser
vistos ate mesmo com a camisa, ele estava com uma calça jeans azul, e uma blusa branca, conclui que devia ser o anjo da guarda de Ariel.
-Ariel... -disse o anjo da guarda-É perigoso, não podemos proteger você, mesmo com reforços e tivemos informações que eles pretendem atacar amanhã.
-Raphael-falou Ariel - Não entendo, é o aniversário da Marie, vou ficar e ponto final!
-Sinceramente, Ariel se eu não tivesse responsabilidades, eu
o deixaria aos cães!Eu falei aos outros que ficar com os mortais iria te estragar!Mas ninguém me deu ouvidos, primeiro foi esse piercing,depois essa tenacidade comigo,e agora não quer fazer nem o que é bom para você?!
-Raphael, os tempos mudam... -leve risada sarcástica, nunca vira Ariel usar o sarcasmo, com ninguém, nem mesmo com seus inimigos - Vá embora! Preciso dormir, amanhã vai começar as aulas, e hoje como você vê, não estou muito afim desse “papo de anjo”.
-Se é assim. Mas não diga que eu não te avisei.- e então ele desapareceu.
Ariel suspirou irritado, e deitou-se.
Voltei ao meu quarto, e quando cheguei Cessy e Damon tinham uma discução silenciosa.
O que eles tem contra as palavras?, pensei.
-Então, quem era?-perguntou Cessy.
-Ariel e Raphael. Cheguei no meio da conversa, mas deu a entender que Raphael queria que Ariel fosse embora, e eles já sabem sobre o ataque de amanhã-eu disse- Acho que seria melhor esperarmos. Porque não vai ser só o Raphael lutando pra salvar a vida de Ariel, serão vários anjos. Não entendo, por que tem que ser vários anjos?
-Porque Ariel é o último semi-anjo, ele vai começar uma profecia se não morrer. - disse Damon revirando os olhos- Mas também não seremos só nós. Mas Cessy, você não acha melhor esperarmos? Temos que ter a surpresa do nosso lado, e você sabe que mesmo contra a guerra, os anjos adoram acabar com uns demônios.
-É nisso vocês tem razão. -ela parou um pouco- Então, quando os anjos verem que não há nenhum perigo, nós atacamos. Combinado?
-Combinado. -dissemos Damon e eu juntos.
-Então querida, você já pode dormir. Amanhã as aulas começam, e eu quero ver como é a escola, se bem que eu já tenho uma ideia. - disse Cessy parecendo animada.
-É eu também estou curioso. Boa noite Marie, vamos Cessy. - disse Damon.
-Tchau - eu disse, mas eles não estavam em meu quarto.
Suspirei, e peguei meu diário.
Querido diário,
Pois é, amanhã as aulas começam. E justo no dia do meu aniversário. Mas, quando eu penso que minha vida não poderia piorar, ela piora. Uma espécie de guerra entre anjos e demônios se aproxima, e Ariel e eu, estamos no meio. Meu dever é acabar com a vida dele, sendo isso certo ou não.
O que eu ouvi hoje me surpreendeu, Ariel corre risco por minha causa. Ele sabe que os demônios querem acabar com a vida dele, mas ele quis permanecer aqui na Terra pelo meu aniversário.
Isso é o que me frustra, ele parece que realmente gosta de mim- como irmão é claro-, o contrário do que eu sinto por ele, apesar de eu não querer acabar com sua vida, eu tenho que o fazer.
Mas as vezes eu me pego pensando: será que eu voltarei para o inferno? Minha vida ia ser como antes de eu vir para a terra?
Mas essas perguntas não tinham resposta, eu teria que viver o momento para descobrir.
O fim está próximo.
Adeus.
Acordei com o som da voz de Ariel e minha mãe cantando “parabéns pra você”. E junto a eles, o cheiro de vela e chocolate tomava conta do ar.
Abri os olhos e o bolo estava em minha frente, Ariel e minha mãe logo atrás o segurando.
-Assopre as velas e faça um pedido-falou minha mãe.
Fiz o que ela mandou, mas não fiz o pedido, a única coisa que eu queria não podia ser realizada.
Levantei-me e recebi os abraços de Ariel e minha mãe contra minha vontade.
-Não acredito nisso! Minha bebezinha está fazendo 16 anos!-disse minha mãe.
-Mãe!-exclamei- Não sou bebezinha nenhuma!
-Você tem certeza?-perguntou Ariel rindo.
Eu ri também. Mas parei rapidamente, não poderia compartilhar felicidade com ninguém.
-Se vocês me dão licença, eu tenho que me arrumar para ir á escola!-eu disse.
-É, vamos logo mãe - disse Ariel empurrando delicadamente minha mãe para fora.
Fechei a porta e corri para meu armário.
Hoje era um dia especial, mas eu ia vestir-me como se fosse qualquer outro dia.
Peguei uma calça jeans skinny, uma regata preta e uma blusa de moletom.
Vesti tudo rapidamente e calcei meu all star, penteie meus cabelos, passei um lápis de olho e desci as escadas.
-Ah querida, aquela saia jeans e a blusa preta que eu comprei ficariam perfeitas-disse minha mãe.
-Muito curta a saia-eu disse.
Ariel assentiu concordando comigo.
-É mais você tem que se mostrar mais, você é uma garota bonita-retrucou minha mãe.
-Mãe, por favor, não começa-eu disse começando a ficar irritada.
Peguei um pedaço de bolo, e subi as escadas.
Tranquei-me em meu quarto e peguei a saia jeans que havia sido um presente seu.
Tirei a calça e vesti a saia, mas coloquei uma meia calça arrastão.
-Hm, bem melhor - disse Cessy.
Eu sorri, e dei uma voltinha.
-Mas falta alguma coisa-ela disse pensativa- Já sei, tira o casaco.
Fiz o que ela mandou, e ela tinha razão, ficou bem melhor.
-Isso mesmo. Olha, daqui a pouco vou tocar a campainha da sua casa. A história é: nós nos conhecemos no shopping e ficamos amigas.
Assenti e ela desapareceu.
Suspirei e desci as escadas correndo. Parei na frente de minha mãe, dei uma volta e disse:
-Satisfeita?
Ela sorriu, parecia que ia explodir em uma onda de felicidade. Já Ariel não parava de olhar para minhas pernas, com uma cara engraçada.
-Que foi?-perguntei para Ariel.
-Que foi o que?
-Por que você está olhando pras minhas pernas?-perguntei revirando os olhos.
-Eu não tô olhando pra suas pernas-ele disse desviando o olhar.
Antes que eu pudesse negar, a campanhinha tocou; era Cessy.
Corri até a porta, e a abri. Não tinha percebido antes, mas ela estava com um short jeans curtíssimo e uma blusa super decotada.
Entramos na casa e os olhos de Ariel saltaram a ver o decote. Minha mãe e eu rimos.
-Gente essa é a Cessy, Cessy esses são Ariel e minha mãe.
-Oi gente!-ela disse parecendo muito animada.
-Oi - disse Ariel levantando-se.
-Pode sentar ai irmãozinho-eu disse empurrando Ariel na cadeira- Vou pegar minha bolsa e a gente já vai ok?
Eles assentiram. Eu subi as escadas, peguei uma blusa de frio e enfiei na bolsa. Desci as escadas correndo e quando cheguei, Ariel, minha mãe e Cessy conversavam animadamente.
-Vamos?-perguntei tirando todos de seus mundos felizes.
Como será que Cessy segura a barra?,pensei.
-Vamos. Ariel você vem com a gente?-perguntou Cessy.
Mas antes que ele respondesse, a campanhinha toca.
Ariel correu para atender. Escutei um barulho de vozes masculinas e alguns segundos depois, Raphael entrou na sala.
-Gente esse é o Raphael. -disse Ariel.
-Oi! Eu sou Isis, mãe do Ariel e da Marie e essa é a Cessy amiga da Marie.
-Oi. Ah, Marie o Ariel me disse que hoje é seu aniversário, então parabéns. –disse Raphael parecendo desconcertado.
-Valeu. Então Ariel você vem com a gente? E é claro, se você quiser Raphael você pode vir também- eu disse.
-Está bem Marie, vamos então Ariel?
Ele assentiu e subiu as escadas. Alguns minutos depois, ele voltou com sua mochila no ombro.
Despedimo-nos de minha mãe e saímos.
Quando chegamos em frente ao carro de Cessy, ouvi o assobio baixo dos meninos.
-Isso é o que eu penso que é?-perguntou Ariel.
-Se você está pensando que esse é um 911 turbo cabriolete você está certo-ela disse acariciando o capô vermelho sangue do carro.
-Caramba, eu não tenho a menor ideia do que seja isso- eu disse- Mas é lindo.
-É mesmo - concordou Cessy.
Alguns minutos depois de termos entrado no carro.Flagrei Raphael olhando diversas vezes para Cessy com desconfiança,Ariel distraidamente olhava a rua,quando o celular dele começou a tocar Leave Out All The Rest do Linkin Park ,ele atendeu o celular rapidamente.
-Alô?
Longa pausa
-Samanta, desculpa. E sério, eu esqueci.
Podia ouvir o leve zumbido de uma voz alterada, vinda do celular.
-Ah, calma. -ele olhou para Cessy- Ah, você pode dar uma carona pra minha namorada Samanta?
-É, acho que posso. Onde ela mora?
-É só você virar a esquina e subir, a casa dela é a terceira a esquerda - respondeu Ariel.
-Namorada?-perguntou Raphael-Desde quando, que você não me contou?
-É você nem me contou-falei.
-Foi mau ai. Só não sabia que eu tinha que contar cada detalhe da minha vida.
Raphael bufou, lançando um olhar irritado a Ariel.
Cessy parou o carro e uma garota cabelos vermelhos esperava, cabelos cacheados levemente até a quase a cintura, olhos castanhos,pele clara.
Ela vestia uma saia jeans, uma blusa meio decotada e uma sandália de salto baixo.
Ela veio até o carro, parou e disse:
-Achei que nós íamos no seu carro- sua voz tinha um tom azedo e irritante.
Revirei os olhos. Ariel saiu do carro, a beijou e disse:
-É, eu também. Mas a amiga da minha irmã me deu uma carona, então vai ser no carro dela.
-Fazer o que?-disse a garota entrando com Ariel no carro.
-Ah, essa é Cessy amiga da Marie a minha irmã e esse é o Raphael meu amigo - disse Ariel.
-Prazer em conhecê-la- disse Raphael.
Pena que não sinto o mesmo., pensei.
Neste momento, uma moto preta, parou ao lado do carro, o garoto da moto tirou o capacete, era Damon.
-Oi Cessy, o que faz por aqui?-disse ele.
-Vim buscar a namorada do Ariel e você o que faz aqui?
-Esqueceu que eu moro aqui?!-ele disse dando uma risada- Quem é Ariel?
-Eu sou Ariel. E você quem é?
-Damon, amigo da Cessy e da Marie.
-É Marie, você sai arrumando amiguinhos e nem me fala né?
-Por favor, Ariel não comece. - eu disse.
Cessy riu.
-Ei, acho que vocês vão se atrasar para o colégio não?-disse Damon.
-É verdade - disse Cessy- Até no colégio Damon - ela lançou para ele um leve olhar de confusão e então saiu com o carro.
Ninguém trocou nenhuma palavra até chegarmos ao colégio.
Chegamos ao colégio no mesmo momento em que o sinal tocou. Descemos do carro e corremos para dentro do colégio.
Separamo-nos, cada um indo para sua sala,quando fui entrar na minha sala,Cessy me segurou pelo braço e disse:
-Você não sabia que ele tinha uma namorada?Agora temos mais ela para cuidar. E o que aquele anjo estava fazendo lá?!
-Você acha que eu sei? Olha Cessy eu não tenho que inspecionar a vida de meu irmão está bem? Eu tenho que matá-lo não ser a guarda costas dele!
-É! Mas agora vai ser muito melhor, não é todo dia que se parte um coração de um anjinho... -ela fez uma pausa- Não é Damon?
-Com certeza - disse Damon a parecendo do nada atrás de mim.
-Caramba, vocês tem que parar com essa de aparecer do nada-eu disse.
-O que foi está com medo de mim agora?-disse Damon.
-Claro que não! Mas se vocês não parar com isso eu vou acabar morrendo, então.
Ele ficou em silêncio, olhando para um lugar fixo.
-Srta. Carmelon queira fazer o favor de entrar na sala - disse a professora Bethany.
-Vai-disse Cessy.
Entrei na sala e sentei-me no fundão como sempre. Damon entrou logo em seguida e se sentou ao meu lado.
-Ué, você é da minha turma?-eu disse.
-É eu sou. Cessy me mandou ficar de olho em você por aqui.
-Sejam bem-vindos alunos!-disse a professora Bethany cobrando a atenção dos alunos.
-Você acha que eu tenho cara de babá?-disse ele.
-Acho que você tá mais pra filhinho de papai.
-HAHAHA muito engraçado-ele disse.
-Pelo visto temos um aluno novo - disse a professora-Como é seu nome querido?
-Querido-resmungou Damon baixinho- Meu nome é Damon Lugarinni.
Eu ri baixinho. Estava prestando atenção lá fora, então não escutei o que a professora falou depois.
-Ei - disse Damon.
-Ei o que?
-Sabe o que a Cessy sugeriu depois que você entrou aqui?
-Acho que não. O que ela sugeriu?
-Bem, eu ser sua babá... E também, de como posso dizer, acabarmos com o namoro do seu "irmãozinho”, e uma coisa absurda também, que você vai ter que perguntar pra ela, que eu não sei se devo falar!
-Acho que já sei como fazer isso. Quer dizer, acabar com o namoro de Ariel.
-E como?
-Você vai ver-eu disse.
-Quer ouvir o que eu quero fazer?
-Pode falar.
-Vou chamar um amigo, meu e ela lagar seu maninho rapidinho, sabe por quê?
Neguei com a cabeça.
-Porque, ele consegue tudo que quer assim como eu,e mas até a Cessy cairia aos pés dele-e então ele deu uma risada sarcástica.
-Isso eu quero ver.
-Vocês querem compartilhar a conversa de vocês com o resto da turma?-disse a professora Bethany.
-Ai que coisa legal, a esquisitona arrumou um namoradinho-disse Taylor.
Damon lançou um olhar para Taylor, e este se virou para frente automaticamente, agora eu podia sentir a raiva e ódio que emanava dele.
-Na verdade - disse Damon- Só estávamos falando sobre a aula, e ela me contou que hoje e o aniversário dela.
-Mas que droga Damon! Por que você tinha que falar isso?
Ele me ignorou e continuou:
-Pode continuar com a aula fascinante de Biologia, Sra.Bethany.
-Não antes de cantarmos parabéns pra Marie - respondeu a professora enquanto eu lançava um olhar raivoso para Damon.
Ele deu os ombros e depois riu quando começaram a cantar
-Você me paga Damon, você me paga-eu disse.
As aulas seguintes passaram rapidamente, até que chegou a hora do intervalo.
Damon estava sentado numa mesa com Cessy, no canto mais distante da sala.
Peguei um refrigerante e sentei-me com os dois.
-Oi! Como foram suas aulas?-perguntou Cessy animada.
-Pergunta pro Damon, ele sabe.
-Interessantes - disse ele
-Só porque você me fez pagar um mico, por isso foram interessantes-eu disse.
Ele me ignorou completamente e ficou olhando para um ponto fixo do refeitório.
Segui seu olhar, mas não vi nada.
-Por que você o chamou aqui?-disse Cessy
-Ele quem?-perguntei.
-Outro de nós!-disse Damon
-Mas de tantos, por que ele?-disse Cessy.
-Aah, agora eu entendi- eu disse rindo.
Damon também riu.
-Mas eu não estou vendo ninguém, onde ele está?
-Porque ele e melhor - disse Damon- Já pegou até você - depois ele olhou novamente para o canto e disse: - Leo, por que não vem aqui, com a gente? E se revela para Marie?
Enquanto Damon falava, um menino alto, ombros largos, cabelos pretos ligeiramente compridos e olhos azuis foi aproximando-se da mesa.
Cessy abaixou a cabeça.
-Ah, vocês querem me matar não é?-disse ela.
-Uau, agora eu realmente fiquei feliz. -eu disse rindo.
-Oi Damon - ele apertou a mão de Damon -Marie- disse ele me cumprimentando com um leve beijo na bochecha -Ah sim Cessy, minha querida continua linda-ele cumprimentou Cessy com um beijo quase na boca, se ela não tivesse virado e rosto, e ele tivesse beijado o canto da boca dela.
Leo se sentou na mesa, sorrindo.
-Então, o que você quer?-disse ele
-Ajuda pra terminar com o namoro de meu irmão-eu disse.
-Qual?-disse Leo -A garota ruiva oferecida lá?
-Essa mesmo-eu disse rindo.
-Engraçado-disse ele - mas como o seu anjinho se apaixonou por ela?
-Não me pergunte. Não entendo o coração.
-Tudo bem-disse ele, dando os ombros - Isso será mais fácil do que eu pensava-Quer que eu faça isso agora?
-Vai facilitar muito as nossas vidas- disse Damon.
-Então tá.
-Alguém tira o anjinho de lá?-disse Cessy
-Pode deixar que eu faço isso - eu disse.
Levantei-me e fui andando em direção a mesa de Ariel. Ele estava conversando com Raphael sobre futebol.
-Raphael? Você pode vir me ajudar? É porque eu prendi o zíper da minha bolsa no cabelo da Cessy e a gente não tá conseguindo tirar-eu disse.
Ariel começou a rir com Raphael o acompanhando.
-Ajudo sim Marie - ele disse levantando-se.
Ele começou a tentar tirar, e eu vi que Leo estava conversando com Samanta e Ariel olhando com desgosto. Até que Leo puxou Samanta para um beijo e ela retribuiu com muita vontade.
Damon deu um leve riso disfarçado.
Ariel saiu do refeitório e eu quase podia ver a fumaça saindo pelas orelhas dele.
-Eu já volto-disse Raphael esquecendo o zíper no cabelo da Cessy.
Quando Raphael saiu, Leo parou de beijar Samanta e voltou a nossa mesa.
-Uau, você não brinca em trabalho-eu disse.
-Não, mas eu gosto de me divertir. -ele disse me olhando de cima a baixo.
-Que tipo de indireta foi essa?-perguntou Cessy.
-Não foi indireta nenhuma.
-Ok, mudando de assunto, Leo acho que seria melhor você ficar por aqui, porque eu conheço meu irmão, e ele perdoa as pessoas facilmente, então acho que seria melhor.
-É disso eu já sei, e não se preocupe, eu vou permanecer aqui até eu conseguir o que eu quero. -ele disse olhando para Cessy.
-Não vai conseguir nada comigo - disse Cessy.
-Iiih, coitado do cara Cessy. -disse Damon rindo.
-É Cessy coitado do Leo. -eu disse,
-Quem disse que eu quero alguma coisa com você Cessy?-perguntou Leo.
-Essa foi ótima, claro que você quer alguma coisa com ela Leo -eu disse.
-Ei eu ainda estou aqui - disse Cessy- Já vou.
-A gente sabe Cessy, e é verdade Leo, você ainda quer algo com a Cessy.
-Marie até-disse Cessy-Damon.
Cessy sai andando pelo corredor passando por Raphael que a segurou levemente pelo braço.
-Meu Deus, o que ele vai fazer?-eu disse levantando-me.
-Calma - disse Damon me fazendo sentar de novo -, ouça.
-Da onde você é?-disse Raphael.
-Eu sou de Montana, por quê?
-Tenho a impressão que te conheço de algum lugar - disse ele- Você parece estar irritada, o que aconteceu?
Ele ainda segurava Cessy delicadamente pelo braço.
-Ei, ele não vai acabar com a maldade dela?-perguntei
-É verdade - disse Leo.
-Vamos lá - disse.
-Não -disse Damon -vai chamar muita atenção, deixa que eu vou.
-Tá bom Damon, mas vai lá que eu estou começando a ficar preocupada.
Ele se aproximou dos dois, e disse:
-Cessy-ele disse pegando Cessy pela mão, fazendo com que o Raphael a soltasse-Preciso de sua ajuda com a matéria, a não ser que você vá ficar aqui com o seu amigo, então vai me ajudar?
-Cla-claro-ela disse parecendo assustada- Tchau Raphael.
-Tchau - disse ele
Damon a arrastou praticamente para a mesa e a fez sentar
-O que foi Cessy?-disse ele
-De-depois e-eu fa-falo, ele va-vai perceber-ela gaguejou.
-Com certeza - disse Leo - Vem, vou te levar pra casa.
Ela assentia enquanto Leo a pegou pelo braço e a levava em direção a porta.
-Pobre Cessy-disse Damon.
-Como assim? O que vai acontecer com ela?
-Ela vai levar no mínimo a tarde inteira para se recuperar. Por isso nunca entramos em contato com anjos.
-Não tem um jeito de acelerar o processo? A tarde inteira é muito tempo!
-Bem-disse ele - até teria, se ela ficasse em contato com todos nós,e mais alguns só durariam alguns minutos,mas seria arriscado
-Ah, é verdade você tem razão.
-Mas podemos tentar, não seria tão arriscado quanto deixar ela sozinha com o Leo.
-Não, vamos deixar os dois juntos, eu quero saber o que vai rolar entre eles - eu disse rindo.
-É talvez role o mesmo que rolou há alguns anos atrás.
-O que rolou há alguns anos atrás?-eu disse, pois sua frase havia despertado minha curiosidade.
-Bem, eles "trabalhavam" juntos, como eu e ela trabalhamos agora,e tipo rolou deles ficarem juntos,e tal,só que o mestre descobriu e eles foram separados,o mestre nunca confiou nela novamente depois disso.Ela considera o Leo o culpado por tudo isso.E até mais,porque demônios não amam.
-Uau. Mas o que os demônios mestres têm contra o amor? Mesmo que seja entre demônios?
-Entenda o amor e um sentimento, e sentimento e algo que só os anjos devem ter-ele suspirou-o mestre era um anjo que se rebelou e foi mandado para o inferno, mas antes ele era um anjo, entenda, ele não quer que tenhamos sentimentos, porque acha que podemos acabar sendo tipo “anjos". Entende?
-Entendi isso é uma pena não é?
-Pena?-disse ele- É talvez
Eu suspirei, enquanto olhava o refeitório que aos poucos ia ficando vazio.
Alguns minutos depois, ficamos só eu e Damon lá.
-Ei, vamos matar aula e ir ver a Cessy?-disse ele
-Não estou a fim de ter educação física agora, então vamos!
Ele riu e foi andando na minha frente para o estacionamento, em direção a moto.
-Vem-disse ele me estendendo um capacete.
-Valeu-eu disse pegando o capacete, minha mão esbarrou na dele e uma onda de calor me atravessou e junto com ela uma louca vontade de estar em seus braços me tomou.
-Você sentiu isso?-ele perguntou.
-Isso o que?
-Nada, esquece. Vamos- ele disse subindo na moto.
Coloquei o capacete e subi também, passei os braços pela cintura dele, enquanto ele dava partida.
As imagens a minha volta, eram apenas pequenos relances de tudo. Meu estomago tinha se perdido alguns quilômetros atrás, então não me preocupei em passar mal.
Paramos em frente a uma casa, que ficava situada em um bosque. Os cedros e pinheiros a cercavam. Damon desceu da moto, eu fiz o mesmo, mas quando meus pés tocaram o chão, eu cambaleei, mas antes que eu caísse, Damon me segurou.
-Cuidado-ele disse ainda me segurando.
-Obrigada-eu disse- Acho que eu preciso me sentar.
Ele assentiu e me ajudou a sentar. Eu botei a cabeça entre os joelhos e respirei fundo.
Aos poucos, pude sentir o ar voltando a mim, e meu mal estar desaparecendo.
-Você está melhor?-disse Damon.
-É eu acho que sim - abri os olhos devagar, e as árvores ficaram em seu devido lugar- É estou melhor sim.
-Tudo bem então, vamos-disse ele, me ajudando a levantar a mesma sensação de que calor percorreu meu corpo.
Quando chegamos à porta - Damon ainda segurava minha mão-, nem precisamos bater Leo já foi abrindo a porta.
-Como ela esta?-disse Damon.
-Ela está bem-disse uma garota alta, de cabelos pretos e repicados.
-Helena!-disse Damon a abraçando- O que você está fazendo aqui?
-Nos viemos por causa da Cessy-disse outra, de cabelos negros, com luzes, claras pela franja e todo o cabelo
-É foi o que a Beatriz disse-disse Helena
-Onde ela está?-perguntei.
-Você dever ser a Marie, ela está lá em cima, pode subir-disse Beatriz.
Passei por todos e subi as escadas, e cheguei ao quarto de Cessy, onde um garoto de cabelos castanhos com boné virado para trás, aparentemente alto, estava ao lado de Cessy.
Ele me olhou e disse com voz extremamente calma:
-Olá Marie
-Olá... Você é?-perguntei.
-Sou Dimitre -disse ele se levantando -Prazer em conhecê-la
-Como ela está?-eu disse.
-Do mesmo jeito presumo-ele deu um longo suspiro-quase que a maldade se extinguiu por completo, e por isso que eu e os outros estamos aqui
-Tomara que ela melhore logo-eu disse sentando-me na cama, tomando cuidado para não acordar Cessy.
-Ela vai demorar pra voltar a ser o que era antes, mas minha cara podemos ajudar, presumo que Damon já tenha lhe falado isso, não é?
-Ele só me disse que vocês poderiam ajudar, mas não como.
-Bem, no emanamos naturalmente, um energia sombria, de ódio, descrença e pecado, se ficarmos juntos podemos passar toda essa energia, para Cessy, mas tem riscos.
-Quais?
-Vamos atrair anjos, porque a maldade será tanta, que eles praticamente se sentiram impelidos, para cá, este será um risco, muito ruim, também muito, bom, pois podemos pegar um anjinho para tortura, mas, se eles não virem sozinhos será, mais difícil. -ele fez uma longa pausa-Sinceramente, não entendo como você conviveu tanto tempo com o Ariel, e os outros anjos não perceberam a sua energia
-Eu também não entendo- um flash de memória passou pro minha cabeça, e naquele momento eu sabia exatamente o que fazer- Eu já sei o que fazer.
-Como?-disse ele
Peguei a mão de Cessy, e uma sensação de algo sendo puxado de dentro de mim começou. Um calor me tomou, não era igual ao que eu sentia com Damon, e aos poucos pude sentir a maldade de Cessy voltar para dentro dela.
-Assim-eu disse soltando a mão de Cessy.
-Sim -disse ele - chame os outros.
Ele pegou a mão de Cessy. Senti uma energia muito forte emanar dele, agora entendia, o que ele dizia. Isso com certeza atrairiam anjos.
Desci as escadas correndo, quase caindo no último degrau. Damon riu, mas quando viu meu rosto, ele parou.
-O que houve?-ele disse.
-Todos lá em cima agora!
Todos subiram, e ao entrarem no quarto sentira a energia maligna que se acumulava ali.
-Isso vai atrair anjos - disse Helena.
-Dimi, você não acha que já está bom?-perguntou Beatriz.
Ele largou a mão de Cessy e olhou para os outros.
-Acho que ela precisa de mais, estou fraco agora, o resto é com vocês.
Ele parecia que ia desmaiar a qualquer minuto, Helena pegou seu braço e o fez sentar em uma poltrona.
Ele fechou os olhos e disse quase inconsciente:
-Vou descansar um pouco.
-Deixa que eu termino isso - disse Leo.
Ele se aproximou de Cessy e pegou na mão dela.
-Ei - disse Damon - acho bom eu e a Marie, ir embora, sabemos que os anjos já estão vindo.
-Como assim ir embora? E deixar eles aqui sozinhos? Claro que não!-eu disse.
-Marie, eu sinto que um anjo esta vindo, e isso pode ser ruim principalmente para você-disse ele
-Você não pode me obrigar a ir Damon! Se você tem medo das conseqüências vá sozinho!-eu disse ficando irritada.
-Tudo bem entao-disse ele-vamos ficar.
-Damon - disse Beatriz - ele esta aqui.
Um barulho de alguém batendo na porta chamou a atenção de todos. Olhei para a janela e vi Ariel batendo na porta.
-É o Ariel - eu disse surpresa.
-Se esconda Marie - disse Damon.
-Helena e Betriz-disse Dimitre que acordava-Vamos descer, Damon se esconda com a Marie, no closet, não vamos deixar que ele suba.
-Se for preciso, usaremos a força bruta - disse Helena.
-Está bem-dissemos Damon e eu em coro.
Helena, Dimitre, e Beatriz desceram. E eu e Damon só nos escondemos.
-Bem nervosinha você, hein?-sussurrou Damon.
-Nervosinha -disse- Você queria deixar eles sozinhos aqui.
-De que adiantou ficar?-disse ele - olhe não tem medo que eles façam algo contra o anjinho?
-Você, nesse momento, seria a última pessoa a quem eu contaria meus medos.
-Nossa - disse ele - acho que se ele resistir vai ser meio dolorido.
-Tá bom! Chega de falar sobre isso!
-Tudo bem-disse ele - apenas ouça o que eles falam
-Não gostei muito dessa ideia. -eu disse sentindo meu estomago revirar- Damon eu não estou me sentindo bem.
-Essa não - disse ele - calma, agüenta só mais alguns minutos vou descer, e o fazer ir embora.
Vários pontos negros atingiram minha visão, não consegui encontrar minha voz, sabia que ia desmaiar a qualquer instante.
Ele falava algo intangível, para mim quando desmaie, o senti me pegando no colo e me lavando ate algum lugar, então a inconsciência completa me dominou.
Capítulo 02
Acordei em casa, no meu quarto com Damon e Cessy sentados, me olhando
-Você acordou!-disse Cessy levantando-se.
Damon não disse nada, apenas me olhou aliviado.
-Cessy?Damon?O que aconteceu?
-Nada de interessante, o anjinho só queria saber onde você estava-respondeu Cessy.
-E o que vocês disseram?-falei preocupada - e a nossa energia maligna, ele não a percebeu?
-Não, ele não é completamente sensitivo, então só ficou aquele clima estranho.
-O que vocês disseram a ele?- repeti.
-Que você tinha saído mais cedo porque estava passando mal, e que deveria estar dando uma volta por aí - respondeu Damon.
-Foi estranho, não vimos o anjo da guarda dele lá, nem vestígios dele - disse Cessy.
Fiz uma careta, levantei-me e senti um aperto na barriga. Quando olhei, estava usando um vestido preto, super curto, com espartilho e pequenos detalhes em verde.
-O que é isso?-eu disse apontando pra vestido.
-Para sua festa - disse Cessy-Eu te arrumei, agora só falta o cabelo. Pensando bem, ele está ótimo assim.
-Você é louca! Isso é muito curto! E eu tenho uma lei que proíbe que eu use coisas muito curtas.
-Eu gostei-disse Damon.
-Damon ela é mais nova que você-disse Cessy -Que nada você está linda,vai arrasar na sua festa aqui,depois você vai pra nossa festa.
-Idade é só um número Cessy-disse Damon.
-É um numero-disse Cessy
-Não entendi-eu disse.
-Deixe quieto - disse Cessy -Ei vamos descer.
-Estou na porta - disse Damon depois sumiu.
-Cessy me conta o que ele quis dizer com aquilo?
-Depois-disse ela.
-Tá bom!-eu disse revirando os olhos- Vamos descer.
-Vamos-disse ela
Alisei o vestido nervosa. Nunca tinha ido a uma festa antes, e nem dado uma.
Cessy me puxou até perto da escada, eu te vejo lá em baixo, e então ela sumiu.
Quando desci, todos do colégio -conhecidos ou não- estavam lá, me olhando.
Ariel foi atender a porta, e lá estavam Cessy, que agora estava com um vestido tomara que caia bem curto, e ao seu lado estavam Damon e Leo.
Fui andando até a porta, consciente dos olhares que os meninos me lançavam.
-Feliz aniversário!-disse Cessy me entregando um embrulho.
Damon e Leo também tinham pequenos embrulhos, nas mãos.
-Parabéns Marie - disse Damon me abraçando e me entregando o presente que segurava.
-E parabéns - disse Leo, me entregando seu presente
-Obrigado gente-eu disse sem graça- Vamos entrar!
Eles entraram
-Isso vai ser uma festa em tanto - disse Damon
Quando fechei a porta, alguém bateu nela novamente.
-Foi mau ai, não tinha visto ninguém - eu disse quando abri a porta
Eram Raphael e alguns outros, que logo presumi serem anjos, Ariel veio correndo até a porta, e lançou um olhar de desgosto a Raphael.
-Ei irmã, vai cumprimentar os outros, eu recebo os convidados-disse ele - já que também é meu aniversario.
-Tá bom Senhor Mandão-eu disse rindo.
Ele deu uma leve risada. E eu fui atrás de Damon e dos outros que não estavam muito longe.
-Estão ouvindo a conversa deles não é?-disse
-Claro que sim - disse Damon- Não vamos dar muita bandeira, então Marie vem dançar comigo?
-Damon - advertiu Cessy.
Mas antes que ela falasse mais alguma coisa, Damon já tinha me levado para dançar, agora tocava um musica lenta.
Ele colocou sua mão em minha cintura, enquanto eu envolvia meus braços em seu pescoço.
Ele sussurrou em meu ouvido:
-Espero que goste do meu presente.
Senti um arrepio percorrer meu corpo, mas eu ignorei.
-O que é?-perguntei.
-Acho que se eu contar eu estrago a surpresa - disse ele
-Ah você é um chato mesmo!-eu disse rindo.
-Se você for pegar ele agora eu até te ajudo a colocar-disse ele
-Ok, eu já volto. Não saia daí!-eu disse andando em direção a caixa onde os presentes repousavam.
Peguei o pequeno embrulho preto nas mãos e voltei correndo ao encontro de Damon.
-Abra-disse ele quando cheguei
Fiz o que ele mandou. Dentro do embrulho havia uma pequena caixinha com pedrinhas incrustadas, era linda.
Tentei abrir a caixa, mas não consegui. Damon a pegou de minha mão delicadamente e a abriu
E me entregou ela novamente, era um colar, de prata envelhecida, muito lindo com um pingente, de um coração negro.
-Damon é perfeito! Muito obrigada mesmo-eu disse maravilhada.
Ele sorriu. Eu peguei o colar e entreguei a ele. Levantei meus cabelos e estremeci quando sua mão roçou em meus pescoço.
Ele fechou o colar, muito devagar, e depois me virou para ele.
-Ficou lindo em voce-disse ele
Eu sorri timidamente, ele acariciou meu rosto e me puxou para dançar novamente.
-Você está linda hoje sabia?-ele perguntou.
-Estou?-disse ficando corada.
Ele foi aproximando seu rosto do meu, e aquele mesmo calor que eu sentia, voltou e dessa vez, mais forte.
-Ei - disse uma garota ruiva de cabelos enrolados nas pontas e olhos azuis - desculpe incomodar, mas quero dar parabéns para a nossa aniversariante.
Afastei-me de Damon, sorrindo por fora, mas com raiva por dentro.
-Só anda logo - disse Damon irritado.
Eu não me dei ao trabalho de prestar atenção no que ela dizia, apenas pensava no quase-beijo que tive com Damon.
Ate que ela me abraçou, senti tudo formigar, ela também era um anjo.
-Tchau Marie! Vou dar parabéns ao seu irmão!-disse ela se afastando.
Quando ela estava longe o suficiente disse para Damon:
-Ela é um anjo.
-É - disse ele -eu senti isso, mas não pude fazer anda a respeito, todos que estavam com o Raphael na porta são anjos, o nome daquela é Ashley, o do outro garoto de cabelos castanhos é Path, o da garota loira e Ariane, e o do garoto loiro é Pietro.
-Eles na sua casa estão, e é quase maior número, mas na nossa festa, vai ser diferente - disse Cessy, que agora estava ao meu lado com Leo.
-É verdade. E o que vocês iam fazer?-perguntou Leo.
-Nada-dissemos Damon e eu.
-Nada-murmurou Cessy- Vamos pra nossa festa.
-Ei que festa é essa?-perguntei
-Nossa festa - disse Cessy com um sorriso venenoso.
-E com Certeza esse anjinhos não vão não é?-disse Damon
-Claro que não! Entrada permitida somente para demônios - disse Leo
Cessy começou a me levar para a porta, quando Ariel apareceu.
-Ei vão aonde?-disse ele
Ele olhou para Cessy, esperando sua resposta.
-Vamos, a outra festa - disse Leo - Que eu e os outros fizemos.
Antes que Ariel respondesse, Damon me puxou para fora, enquanto Leo e Cessy saiam.
-Ele vai vir atrás de nos - alertou Leo, subindo numa moto vermelha.
Cessy subiu na mesma enquanto concordava com a cabeça. Damon subi na moto preta me levando com ele.
-Nós o enganamos-disse Damon dando partida.
Fechei os olhos, lembrando-me do meu pequeno mal estar de hoje mais cedo.
-Ei Chegamos-disse Damon depois de alguns minutos.
-Graças a Deus-eu disse e eles me olharam como se eu estivesse correndo nua pela cidade.
-Marie - repreendeu Cessy
Chagamos a mesma casa que Cessy estava antes e do lado de fora, dava pra ver as luzes que piscavam igual em uma balada.
-O que achou?-disse Leo.
-Parece estar ótima-eu disse rindo.
-E está - disse Cessy abrindo a porta.
Eu sorri e entrei. Parecia uma balada de verdade, as luzes pulsantes, davam aos corpos que dançavam um brilho assustador.
Procurei Cessy, para comentar sobre a festa, mas ela já não estava mais ao meu lado, somente Damon estava, mas quando notou meu olhar, desapareceu. Andei em direção a mesa de bebidas e peguei um ponche. Bebia demoradamente o líquido, quando um garoto de cabelos azuis se aproximou de mim e disse:
-Olá, você deve ser a Marie.
-Sou, e você é?-perguntei.
-Prazer Jensen - disse ele.
-Posso te ajudar em algo?-eu disse, sabia que estava sendo grossa, mas, depois de ser abandonada por meus amigos, não estava no meu melhor humor.
-Bem, acho que eu posso ajudar você, parece perdida, e garanto que essa festa não e um bom lugar para estar perdida- disse ele sorrindo e mostrando seus dentes pontiagudos.
-Ah é? E por que não?
-Porque, aqui e o lugar onde estão coisas ruins, e demônios, e outros tipos de monstros. Marie sabe por que os demônios nunca ficam juntos?Ou os monstros só são encontrados sós?-disse ele arqueando uma sobrancelha
-Porque isso atrai anjos - disse anunciando a mais nova novidade do dia.
-Alem disso?-falou ele olhando para os lados
-Tem mais?-perguntei.
-Claro, nos somos serem traiçoeiros - disse ele rindo levemente - somos traidores e maus por natureza, até mesmo...
-Marie - disse Damon interrompendo o garoto
-O que foi Damon?-perguntei.
-Estava preocupado com você-disse ele -, pelo visto já conheceu o Jensen.
-Olá Damon - disse Jensen.
Damon mandou um leve sorriso para Jensen
-Preocupado? Você desaparece sem falar nada, e fica preocupado? Me poupe Damon - eu disse irritada.
-Ei - disse ele - Jensen se me da licença - Damon me puxou para longe de Jensen - Fui procurar a Cessy, e perguntar se ela acha que a algum risco de algum anjo aparecer por aqui.
-E custava alguma coisa você ter me avisado?
-Desculpe-disse ele - não sou muito acostumado a avisar ninguém
-Está desculpado.
-Venha, vamos dançar-ele me puxou para a pista de dança abrindo espaço entre os outros
-Eu... Eu não sei dançar-murmurei timidamente.
-Não tem problema... -ele começou a dançar comigo,como se tocasse uma música lenta - esta tudo no condutor,apenas me siga.
Eu assenti enquanto olhava para o chão. Torcia para não pisar em seus pés.
Ele me apertou mais contra o peito dele e disse baixinho em meu ouvido:
-Não se preocupe em pisar nos meus pés - um leve riso - vou sobreviver
Eu também ri, mas, pensava naquele calor, que voltara com tudo dessa vez. A vontade de estar em seus braços tinha se realizado. Só que uma vontade maior e diferente, veio mais e mais forte.
Ele se inclinou para mim novamente, me deu um leve selinho e o beijo começou, mas alguém chamou a Damon e eu, nos interrompendo.
-Vocês estão ai!-continuou a voz.
Abri os olhos e vi Cessy parada em minha frente, tinha a mão em sua cintura e batia um pé furiosamente.
-O que foi?-disse Damon, ainda me segurando junto a ele
-Depois a gente conversa D. Tem um anjo vindo pra cá- Cessy disse.
-Anjo?-disse Damon - apenas um?
-Não sei, mas acho que sim - disse Leo aparecendo do nada.
-E uma garota não é?-disse Damon
-E você acha que eu sei?
Ele suspirou me largando.
-Bem, não a podemos receber dentro da festa - disse Damon - Vamos lá fora esperar por ela
-Vamos - eu disse indo em direção a porta.
-Você não vai coisa nenhuma!-disse Damon, te segurando-Vai colocar em risco toda a missão.
-Por outro lado Damon - disse Leo - ela pode ser avaliada pelo anjo como estando sobre a nossa influencia, e então seria acolhida por eles, e o ataque viria de onde eles menos esperam
-E outra, Damon eu já estou cansada de você dizer que eu vou atrapalhar a bela missão de vocês, porque, pelo o que eu sei, eu fui mandada aqui para acabar com a vida de Ariel, não você. Então pare de falar comigo como se eu fosse apenas um peso morto, por que eu não sou entendeu?
Ele murmurou algo intangível, e assentiu indo em direção a porta
-Ei, nunca vi ninguém falar com o Damon assim, e sair vivo da história - disse Cessy do meu lado.
Damon e Leo já estavam lá fora.
-Se ele continuar me tratando assim, não vai ser a primeira vez-eu disse secamente saindo.
-Aham-disse Cessy, indo na direção de Damon e Leo, ela se sentou de baixo do grande carvalho onde os dois se encontravam, sentados, Damon me olhou e bateu a mão na grama ao seu lado, me convidando para sentar ao seu lado.
-Prefiro ficar em pé-eu disse, sem me mexer.
-Esta frio - disse ele calmamente.
-Eu sei, mas eu não ligo - eu disse.
Estava com sono e irritada, mas não me preocupava com minha grosseria. E estava realmente frio, abracei-me e chinguei Cessy mentalmente por ela ter me feito vestir aquele vestido tão curto.
-Está de mau-humor hoje hein?-disse Leo rindo, enquanto eu resistia ao impulso de mostrar língua pra ele como uma criança faria.
Damon olhava para mim, e tirou a blusa xadrez que vestia, por cima de uma camiseta de gola V, e me estendeu.
Peguei a blusa e a vesti. Dei uma fungada discreta, e o cheiro que veio para mim era exatamente como o de terra molhada: seguro e familiar.
-Tem certeza que vai ficar ai de pé?-disse ele novamente
Cessy estava sentada ao lado de Leo, que passou o braço pelos ombros dela
-Esta com frio?-disse Leo
Revirei os olhos diante da cena e sentei-me ao lado de Damon.
-Satisfeito?-perguntei.
-Muito-disse ele
-Damon por que você me beijou?-eu perguntei.
-Te explico depois-disse ele olhando para a floreta de onde surgiu uma garota ruiva a sim era Ashley, Damon me puxou para mais perto dele, me abraçando e sussurrou:
-Finja que esta dormindo, por favor,
Fiz o que ele mandou, fechei os olhos.
-O que vocês estão fazendo aqui?-Ashley perguntou.
-A pergunta correta anjinha e o que você veio fazer aqui?-disse Leo
-Meu Deus! E vocês ainda pegaram a Marie! Acho melhor vocês soltarem ela, agora.
-O que ira fazer?-disse Damon, me puxando mais para ele
-E o que vai fazer?-disse Cessy
-É anjinha o que você vai fazer?-disse Leo levantando-se e andando em direção a ela- Você está sozinha, nós somos muitos só para você.
-Só deixem a irmã do Ariel ir-suplicou ela - Não vou causar problemas para vocês
-Não nós não vamos deixar-disse Damon me abraçando- Mas nós iremos causar problemas para você anjinha.
Ouvi ela dar alguns passo para traz,sibilando algo intangível.
-Não!Vocês não podem encostar um dedo em mim!-disse ela
-E quem disse que precisamos encostar-nos a você para fazer isso?- disse Cessy estalando um dedo.
Uma árvore caiu, mas Ashley deu um passo para trás antes que a árvore a atingisse.
-Marie corra!-ela gritou quando viu meus olhos abertos.
Não me movi nem um milímetro, a olhando como se fosse louca.
-Preste atenção - disse Leo - Você esta no nosso território- ele andou até ela.
Cessy também andou até ela, sorrindo.
-O que vai fazer querida?Não e contra a sua política de vida, machucar qualquer ser vivo?-disse Cessy.
-Vocês não estão vivos! E são demônios - ela respondeu.
-A sim estamos vivos - disse Leo - Bem pelo menos, nossos corpos estão.
-Hum, sabe, nós poderíamos pegar ela como refém - disse Cessy pensativa.
Damon se levantou me ajudando a levantar levemente ao seu lado.
-Poderíamos?-disse Leo-o que acha Damon?
-Ótima ideia - disse Damon sorrindo.
-Não, por favor, não!-disse Ashley.
-É vamos fazer isso - disse Leo - adoro ver um belo anjinho como você, querida, sofrer-disse ele pegando no rosto de Ashley.
Ashley se afastou dele como se levasse um choque de alta voltagem.
-Por favor, não me machuquem! Por favor!- ela disse com lágrimas correndo por seu rosto.
Para qualquer outro aquela cena seria de cortar o coração, mas comigo não aconteceu nada, não senti nada.
-Vejam só, lágrimas de anjo servem para alguma coisa?-perguntou Cessy.
-Não - disse Leo, próximo de Ashley - Só funciona com humanos.
-Ah que pena! Ia ser de muita ajuda poder tirar algo dessa anjinha - disse Cessy fazendo um bico.
Leo riu
-Ainda podemo-nos divertir-disse Leo pegando novamente o rosto de Ashley com a mão - Por que chora querida? Sorria e isso que os anjos devem fazer!
-Uau Leo, estava com saudades dessa sua bela maldade - Cessy disse.
Ele riu.
-Ei, vocês -disse Damon- Não temos muito tempo.
-Desculpa aí chefe!-disse Cessy sarcasticamente.
-Tenho que levar a Marie, para a casa dela. Não é querida?-disse Damon
-É melhor D. Vai lá leva ela e a gente cuida da anjinha - disse Leo sem tirar os olhos de Ashley.
-Deixem Marie ir, ela é só uma humana!-disse Ashley com os olhos cheios de lagrimas.
-Marie, quer ir ou ficar mais aqui com agente na festa?-disse Damon
Decidi dar uma de zumbi e disse:
-Você que sabe mestre.
Damon conteu o riso, e disse:
-Bem vamos voltar para a sua festa. E mais tarde voltamos para cá. Cessy, Leo vejo vocês lá na nossa casa, no porão
-Não - disse Ashley - Tenho medo do escuro.
-Não deveria ter medo do escuro, e sim do que há nele - disse Cessy
-Bela frase minha cara - disse Damon.
Cessy assentiu.
-Até-disse Leo.
Damon passou o braço na minha cintura e me levou em direção da moto dele, negra como a noite.
-Deixe a Marie - suplicou Ashley, uma ultima vez.
Mas Damon e eu não ouvimos, ele já estava dando a partida.
-Uau! Amei a maldade do Leo!-eu disse rindo.
-Leo, é sinistro de vez em quando - disse Damon, soltando um leve riso, quando arrancou com a moto - Você me impressionou com aquela de "zumbi”.
-Eu sei fingir sabia?-eu disse rindo- Três anos de teatro resultaram nisso!
-É foi muito bom, se a anjinha sobreviver, ela vai falar que você e nossa "refém”.
-Vocês vão matar ela?-eu disse com meu riso parando na hora.
-Vejam só, lágrimas de anjo servem para alguma coisa?-perguntou Cessy.
-Não - disse Leo, próximo de Ashley - Só funciona com humanos.
-Ah que pena! Ia ser de muita ajuda poder tirar algo dessa anjinha - disse Cessy fazendo um bico.
Leo riu
-Ainda podemo-nos divertir-disse Leo pegando novamente o rosto de Ashley com a mão - Por que chora querida? Sorria e isso que os anjos devem fazer!
-Uau Leo, estava com saudades dessa sua bela maldade - Cessy disse.
Ele riu.
-Ei, vocês -disse Damon- Não temos muito tempo.
-Desculpa aí chefe!-disse Cessy sarcasticamente.
-Tenho que levar a Marie, para a casa dela. Não é querida?-disse Damon
-É melhor D. Vai lá leva ela e a gente cuida da anjinha - disse Leo sem tirar os olhos de Ashley.
-Deixem Marie ir, ela é só uma humana!-disse Ashley com os olhos cheios de lagrimas.
-Marie, quer ir ou ficar mais aqui com agente na festa?-disse Damon
Decidi dar uma de zumbi e disse:
-Você que sabe mestre.
Damon conteu o riso, e disse:
-Bem vamos voltar para a sua festa. E mais tarde voltamos para cá. Cessy, Leo vejo vocês lá na nossa casa, no porão
-Não - disse Ashley - Tenho medo do escuro.
-Não deveria ter medo do escuro, e sim do que há nele - disse Cessy
-Bela frase minha cara - disse Damon.
Cessy assentiu.
-Até-disse Leo.
Damon passou o braço na minha cintura e me levou em direção da moto dele, negra como a noite.
-Deixe a Marie - suplicou Ashley, uma ultima vez.
Mas Damon e eu não ouvimos, ele já estava dando a partida.
-Uau! Amei a maldade do Leo!-eu disse rindo.
-Leo, é sinistro de vez em quando - disse Damon, soltando um leve riso, quando arrancou com a moto - Você me impressionou com aquela de "zumbi”.
-Eu sei fingir sabia?-eu disse rindo- Três anos de teatro resultaram nisso!
-É foi muito bom, se a anjinha sobreviver, ela vai falar que você e nossa "refém”.
-Vocês vão matar ela?-eu disse com meu riso parando na hora.
-Bem-disse ele - não sei do jeito que o Leo e a Cessy são se eu não estiver com eles, creio que aquela anjinha... -ele ficou em silêncio.
-Uau, aqueles dois juntos são problema hein. Mas, creio que a Cessy não fará isso, pelo menos não agora.
-Não duvido,Cessy,vai adorar matar a anjinha - disse ele - Não os deixaria sozinhos,se não tivesse que te levar para sua festa novamente
-Então pode parar aqui que eu vou sozinha, já que vai ser difícil pra você - eu disse.
-Não e difícil, querida, se quiser voltar comigo, mais tarde eu a levo para a minha casa, onde eles vão estar, mas ficarei aqui com você na sua festa acho que ate umas 2 horas da manhã, acho que eles não fariam muito mal a ela em 2 horas.
-Então mais tarde vamos a sua casa. E que história é essa de você me chamar de querida?
-O que tem eu te chamar de querida?-disse ele
-Não gosto-eu disse.
-Tudo bem-disse ele
Ele não falou mais nada, logo chegamos a minha casa, onde ele parou e desceu, e foi em direção a porta dos fundos.
-Você pode entrar pela porta da frente sabia?-eu disse.
-Não, se eu quiser que eles não percebam que agente saiu-disse ele
-Então tá-eu disse abrindo a porta.
-Olha-disse Damon - ainda quer explicações?
-Explicações para o que?
-O beijo - disse ele, andando na cozinha de um lado para o outro, e olhando de vez em quando para a festa.
-Ah, isso. Se você quiser explicar, pode explicar, mas se não quiser,
-Hum-disse ele olhando em volta-Estou perguntando se você quer alguma explicação
-Tá bom, me explique-eu disse.
-Não, sei o que explicar-ele suspirou pesadamente - Creio, que quando o mestre descobrir, já será tarde, para mim.
-Foi só um beijo, só diversão.
-É só diversão-ele disse para si mesmo.
-Ei - disse Patch,outro anjo - Viram a minha namorada,alta ruiva,a Ashley?
-Ashley? Não, não a vi. -disse Damon.
-Também não a vi, se a vir, direi que esta procurando por ela - disse Damon
-Valeu-ele disse voltando para a festa.
Damon suspirou se sentando numa das cadeiras, da mesa da cozinha
-Como ele pode acreditar?-disse Damon
-Ele é anjo, e anjos são inocentes - chutei.
-Deve ser-disse Damon - mas eles defendem seus parceiros ate a morte, foi isso que aconteceu com o pai do Ariel.
Arregalei os olhos e fui para frente de Damon, com um sorriso eu disse:
-Como ele morreu?
-Defendendo a Mãe biológica de Ariel-disse Damon, olhando para as mão estendidas na mesa, como se visse algo que eu não via
-Uau, que história mais romântica, morrer para salvar a vida de alguém. Mas ela não morreu?
-Sim-disse Damon, abaixando a cabeça - pelas mãos de seu outro filho
-Essa é ótima, Ariel tem um irmão?
-Tem-disse Damon-Mas ele e diferente, muito diferente - Damon olhava para baixo, ainda encarando as mãos
-O que você tanto olha em suas mãos?-eu perguntei.
-Não sei, acho que e culpa-disse ele
-Culpa pelo o que? Pelo o que eu saiba você não fez nada de errado.
-Agora eu sei.
-Mas, sabe como?
Fiquei em silencio, esperando que ele continuasse.
-Um humano, pode ter a alma corrompida, e se isso for feito posse lhe garantir, que o destino dele será nada, menos do que sofrer no inferno - disse Damon
-Como se corrompe uma alma?-perguntei curiosa
-Simples, a e só fazer as coisa más como, matar, trair. Um dos caminhos mais rápido e matar, mas também se pode fazer um pacto, mas de todas as formas, se sofrera o tormento eterno. Uma alma tem certo limite, para que se corrompa totalmente, a tais atrocidades que podem acelerar esse processo, e se arrepender diminui a velocidade ou a para completamente. A ate nossas almas-ele parou e pensou durante algum tempo - Digo, as almas de demônios como nós, ainda não estão totalmente corrompidas.
-Esta dizendo que nos ainda temos salvação?
-Salvação - disse ele repetindo a palavra monotonamente - Talvez sim, talvez não, e incerto do mesmo jeito que as coisas sobrenaturais não podem ser compreendidas.
-Mas, para nos temos alguma chance, nem que seja mínima?
-Sim, muito minimamente. Bem eu não tenho mais. Você vai perder a sua assim que matar seu irmão de criação.
-Esta dizendo que assim que eu realizar a minha tarefa aqui vou ser condenada?
-ah - ele tinha o ar de quem foi arrancado de uma seqüência de pensamentos
-Então?-disse eu.
-A claro, isso não é obvio?Você ficara igual a Cessy,Leo, e claro, eu -disse ele.
-Um humano, pode ter a alma corrompida, e se isso for feito posse lhe garantir, que o destino dele será nada, menos do que sofrer no inferno - disse Damon
-Como se corrompe uma alma?-perguntei curiosa
-Simples, a e só fazer as coisa más como, matar, trair. Um dos caminhos mais rápido e matar, mas também se pode fazer um pacto, mas de todas as formas, se sofrera o tormento eterno. Uma alma tem certo limite, para que se corrompa totalmente, a tais atrocidades que podem acelerar esse processo, e se arrepender diminui a velocidade ou a para completamente. A ate nossas almas-ele parou e pensou durante algum tempo - Digo, as almas de demônios como nós, ainda não estão totalmente corrompidas.
-Esta dizendo que nos ainda temos salvação?
-Salvação - disse ele repetindo a palavra monotonamente - Talvez sim, talvez não, e incerto do mesmo jeito que as coisas sobrenaturais não podem ser compreendidas.
-Mas, para nos temos alguma chance, nem que seja mínima?
-Sim, muito minimamente. Bem eu não tenho mais. Você vai perder a sua assim que matar seu irmão de criação.
-Esta dizendo que assim que eu realizar a minha tarefa aqui vou ser condenada?
-ah - ele tinha o ar de quem foi arrancado de uma seqüência de pensamentos
-Então?-disse eu.
-A claro, isso não é obvio?Você ficara igual a Cessy,Leo, e claro, eu -disse ele.
-Ei você disse que o Ariel tem um irmão, quem é ele?-falei.
-A claro, ele se...
O telefone dele tocou, ele atendeu rapidamente.
-O que?!Não, não!Esperem eu estou indo!-ele desligou me olhando - Aqueles idiotas estão quase matando a garota!Tenho que ir você vem comigo?-disse ele.
-Mas, e o irmão de Ariel?-falei
-Te explico sobre ele outra hora, vem ou não?
-Claro que vou.
Fomo em direção a moto de Damon, quando Ariel apareceu.
-Ei Marie, aonde vai?-disse ele.
-De um jeito nele, estou te esperando na moto - disse Damon.
Fui à direção de Ariel, ele não tinha a cara de alguém que foi traído pela namora, como eu pensava ele já havia a perdoado, mas não voltaria com ela.
-vai aonde?-repetiu ele.
-Vou à festa que ele e os outros prepararam para mim - falei, esperando que a pressa em minha voz não me traísse.
-Ah, mas não quer ficar aqui com agente mais um pouco?
-Desculpa, mas não, depois volto pra casa antes que a nossa festa acabe, e a propósito, parabéns
-Obrigada, mas você sabe que eu só comemoro o meu aniversário do dia que fui adotado-disse ele com certo ressentimento na voz
-A sim.
-Ate-disse ele voltando para a festa.
Corri na direção que estava à moto de Damon, ele me esperava com a moto ligada, e com o capacete estendido para mim, subi na moto e passei os braços pela cintura dele, e fomos para a casa dele, nunca havia estado na casa dele, e tinha medo do que iria encontrar lá, a pobre anjinha ferida quase morta?Ou talvez morta?Balancei a cabeça me livrando desses pensamentos, e me perguntando o que eu tinha?Porque eu estava com pena da anjinha?Eu não era um demônio?Ou pelo menos, uma semi-demônio? Não deveria ter sentimentos, não estava certa?
-A claro, ele se...
O telefone dele tocou, ele atendeu rapidamente.
-O que?!Não, não!Esperem eu estou indo!-ele desligou me olhando - Aqueles idiotas estão quase matando a garota!Tenho que ir você vem comigo?-disse ele.
-Mas, e o irmão de Ariel?-falei
-Te explico sobre ele outra hora, vem ou não?
-Claro que vou.
Fomo em direção a moto de Damon, quando Ariel apareceu.
-Ei Marie, aonde vai?-disse ele.
-De um jeito nele, estou te esperando na moto - disse Damon.
Fui à direção de Ariel, ele não tinha a cara de alguém que foi traído pela namora, como eu pensava ele já havia a perdoado, mas não voltaria com ela.
-vai aonde?-repetiu ele.
-Vou à festa que ele e os outros prepararam para mim - falei, esperando que a pressa em minha voz não me traísse.
-Ah, mas não quer ficar aqui com agente mais um pouco?
-Desculpa, mas não, depois volto pra casa antes que a nossa festa acabe, e a propósito, parabéns
-Obrigada, mas você sabe que eu só comemoro o meu aniversário do dia que fui adotado-disse ele com certo ressentimento na voz
-A sim.
-Ate-disse ele voltando para a festa.
Corri na direção que estava à moto de Damon, ele me esperava com a moto ligada, e com o capacete estendido para mim, subi na moto e passei os braços pela cintura dele, e fomos para a casa dele, nunca havia estado na casa dele, e tinha medo do que iria encontrar lá, a pobre anjinha ferida quase morta?Ou talvez morta?Balancei a cabeça me livrando desses pensamentos, e me perguntando o que eu tinha?Porque eu estava com pena da anjinha?Eu não era um demônio?Ou pelo menos, uma semi-demônio? Não deveria ter sentimentos, não estava certa?
-Marie chegamos-disse Damon interrompendo meus pensamentos.
-Ah, desculpa-eu disse soltando Damon e descendo da moto.
-Você tá meio desligada. Aconteceu alguma coisa? Se quiser a gente conversa.
-Não Damon não precisa, vamos logo antes que a Cessy e o Leo matem a anjinha.
Ele assentiu e fomos andando em direção a casa. Abri a porta- que estava destrancada- e entrei, Damon ia logo atrás.
A casa esta extremamente escura,nao podia ver nada,Damon passou a minha frente e me levou para o porão que estava iluminado com velas, quando entreir na porta havia algo diferente,mas Damon nao me deixou voltar para olhar,e me levou escada a baixo,quando vimos Cessy e Leo,sentados ao lado de uma mesa de metal,da onde gotejava sangue,num ritmo continuo-tih,tih,tih,tih-e em cima da mesa de metal,havia um corpo branco todo coberto de sangue,desviei os olhos torcendo para não ser quem eu pensava que fosse -Ashley- Damon se aproximou e disse:
-Não acredito que fizeram isso! Eu não disse que era para esperar?-ele deu um soco na mesa e lançou-se para Cessy e Leo furiosamente.
-E-ela está mo-morta?-guaguejei.
Leo desviou rapidamente,levando Cessy com ele
-Talvez sim,talvez não-disse ele,rindo
Fiquei em silencio,sem responder,ouvindo mais uma risada de escandinario de Leo. Lancei um olhar para Cessy.
-Não estou Cessy! Mas será que você poderia ter ouvido o Damon e não ter matado ela?-eu gritei furiosa.
Damon pegou Cessy e Leo pelo pescoço e os levantou do chão.
-Por que não me ouviram?Seu idiotas!-ele fez uma pausa e depois os atirou na parede, como se não passassem de pesos de papel - Vocês... Ah se ela estiver morta, vocês vão para o inferno agora mesmo!
Ele se aproximou da mesa de metal, e olhou para Ashley.
Damon,cerrou os punhos ao lado de seu corpo,e se virou para Cessy e Leo,com um olhar de dar arrepios-senti como se ele não fosse mas,o Damon que eu conheçia,como se fosse outro,como se um animal tivesse tomado conta dele-Ele se aproximou de Cessy e de Leo que estavam,se levantando do chão,Leo tinha sangue escorrendo pelo canto da boca,e Cessy tinha a testa toda ferida.
-Como vocês não me ouviram!Seus imprestaveis!-gritou Damon.
-Vão ficar ai só me olhando com esssas caras de tontos?!-Completou ele depois de um longo silêncio.
-Uau-sussurrei pra mim mesma.
Damon desviou o olhar deles por um momento para me olhar-parecia que ele não tinha a noção de que eu assistira a quilo tudo,como se so se importasse em matar os dois-Ele se voltou mais furioso ainda para os dois,como se fosse mata-los.
-O que estão esperando?-disse Damon-Quero uma resposta! E tem que ser agora!
-Da - Damon desculpa, é que estava divertido de mais e eu não consegui parar-disse Cessy.
-Desculpa? Vocês vão pedir desculpas no inferno- disse Damon rindo, ele murmurou algo intangível.
Uma névoa vermelha cobriu Cessy e Leo. Alguns segundos depois, a névoa desapareceu, os levando com ela.
-Pra onde eles foram?-perguntei.
-Passar uma temporada de férias na câmara de tortura. Mas não se preocupe em breve eles estarão de volta. -Damon riu- Pelo menos eles estão juntos. Quer voltar pra sua festa?
-Eu tenho que voltar pra casa de todo jeito, então vamos.
Ele pegou minha mão e fomos andando até o lado de fora. Subi na moto e Damon deu partida.
Quando chegamos em casa, eu pude ouvir a música, então a festa ainda estava rolando.
-Mas que droga-eu disse.
-Não gosta de festa? Estranho.
-É não gosto mesmo. E vamos pra festa logo.
Ele riu e eu o puxei para dentro. Agora parecia que todos estavam se pegando - tipo assim, todos mesmo -, Ariel beijava uma garota loira, que de longe eu pude sentir o cheiro de água oxigenada. Os anjinhos estavam com suas namoradas e se beijavam alegremente, a cena era de dar nojo.
Damon deve ter percebido que eu olhava para todos assustada, pois disse:
-Agora só falta a gente Marie - e me puxou pra um canto.
Damon me jogou contra a parede -isso doeu- e me beijou.
Juntei todas as minhas forças e o empurrei, sua boca apesar de ter um gosto ótimo, estava começando a me dar medo, simplesmente pelo fato de que ela estava com um gosto de sangue, e eu queria mais, muito mais.
-Que foi?-ele disse irritado.
-Nada, só não tô no clima. Acho que eu tô passando mal, ver todo aquele sangue não me fez bem- e não era completamente mentira, a imagem do corpo de Ashley ainda me dava arrepios.
-Quer que eu te leve pro seu quarto?
-Não eu consigo, fique aqui e aproveite. - eu disse e subi as escadas.
Entrei em meu quarto e tranquei a porta. Tirei o sapato e o vestido e vesti um pijama qualquer.
Aproveitei e peguei o meu diário e uma caneta.
Querido diário,
Minha vida está começando a ficar uma droga. Eu ainda não sei se devo matar Ariel, acho que estou me apaixonando por Damon e Cessy não está aqui pra me ajudar.
Queria poder ser apenas uma garota normal sem ter que sofrer esse drama todo.
Mas, o destino quis assim e eu não posso fazer nada.
Ah, e eu ainda tive que aturar duas festas. E ainda vi o corpo de uma anja- esse foi o motivo de Cessy e Leo não estarem aqui-, conheci vário demônios e ganhei um colar muito lindo do Damon.
Ok, isso foi idiota.
Mas tudo bem, acho que vou fazer uma coisa que eu nunca faço, então é isso diário.
Adeus.
Suspirei e peguei o notebook em cima da escrivaninha.
Enquanto ele ligava, abri a janela e deixei a brisa gelada entrar no quarto.
Sentei-me na cama com o computador no colo, abri uma guia e digitei:
Demônios.
Alguns segundos depois vários links apareceram, mais eu resolvi escolher o Wikipédia que parecia ser o mais promissor.
Clique. As seguintes informações apareceram:
“Um demónio ou demônio ou ainda, daimon ou daemon é originalmente um tipo de ser que em muito se distanciou, mesmo que ainda se assemelhe, aos gênios da mitologia árabe, pois ao longo dos anos a sua descrição mudou, e segundo a maior parte das religiões, que se dividem no mundo de forma maniqueísta, como judaico-cristão, é um ser intermediário entre o homem e Deus, tipicamente descrita como um espírito do Mal, embora originalmente a palavra demónio, criada pelos gregos, signifique a voz interior, ou o deus que vive dentro de nós e nos aconselha, mas também pode ser a fonte de ódio. São espíritos do folclore cristão, não havendo similar em religiões pagãs - existem em todas as formas e tamanhos e quase sempre querem fazer alguma coisa ruim.”Ótimo, os gregos viam os demônios como uma coisa, digamos, boa. E agora eles vêem os demônios como eles realmente devem ser vistos: de uma forma cruel.
Uma risada aguda passou por minha garganta. Tapei a boca imediatamente, eu não ria daquele jeito.
Alguém bateu na porta e eu fechei o site imediatamente.
-Quem é?-gritei.
-Sou eu, o Ariel.
-Pode entrar.
Ele abriu a porta e entrou no quarto. Olhou para o vestido jogado no chão e pra mim.
-Vou sentir saudade desse vestido-ele disse rindo- Por que você não tá na festa?
-Nossa. Estou cansada, por isso não estou lá. E você? O que tá fazendo aqui?
-Nada, só quis saber se você tava bem. Bom, eu já vou indo. -ele disse e saiu fechando a porta.
Uau, esse Ariel é realmente estranho.
A porta se abriu e Ariel entrou no quarto novamente. Ele veio e sentou na beirada da minha cama.
-Na verdade -ele disse- Eu tinha vindo aqui pra falar com você.
-Pode falar Ariel.
-É que sei lá, ultimamente você anda meio estranha. Tá acontecendo alguma coisa?
-Nada Ariel, nada. E aí, eu vi o aconteceu com a sua namorada hoje, sinto muito.
-O garoto que beijou ela era seu amigo não era?
Droga, pensei.
-Não, ele era amigo de um amigo meu. Mas não pergunte o porquê daquilo.
-Huum. Então eu vou deixar você dormir maninha. Ah, já ia me esquecendo, feliz aniversário- disse Ariel e pegou um embrulho prateado me entregando.
Eu sorri e ele saiu do quarto.
Abri o embrulho, e lá um colar com um pingente em forma de asas brilhava até mesmo no escuro. Era lindo, mas eu odiei.
-Oi Marie- disse alguém, reconheci como Dimitre.
-Oi - murmurei timidamente. – O que está fazendo aqui?
Ele não respondeu, tinha o seu olhar fixado no pescoço. Acompanhei seu olhar, e o colar- que havia sido o presente de Damon-, era seu ponto de atenção.
-Quem te deu isso? - ele disse furioso.
-Da - Damon. Por quê?
-Onde ele está?
-Lá na festa, o que está acontecendo Dimitre?-mas ele não estava mais lá.
Mais que raiva!, Pensei.
Peguei uma calça jeans e uma camiseta e vesti.
Desci as escadas correndo e quando cheguei lá, procurei por Damon e Dimitre, mas eles não estavam lá.
-Droga - murmurei pra mim mesma.
Sai correndo de casa, e avistei Damon e Dimitre brigando- não de tapas, mas sim verbalmente-, corri ao encontro deles.
-... Você é um idiota Damon! Ela não sabia de nada, você tinha que ter falado com ela antes, mas o que você fez não tem mais volta!
-Porque você se importa?!-Trovejou Damon-Você não e nada dela!Ela e minha e ponto final!Não se meta!Se não você vai ir fazer compania para a Cessy e o Leo,na camara de tortura!!
-Como assim eu sou sua?-eu disse.
Damon se virou surpreso para mim.
-Ma-Marie,o que faz aqui?Você devia estar dormindo-disse ele.
-O Dimi foi no meu quarto e ele viu o colar, depois ele sumiu. Depois que ele saiu eu vim atrás de vocês, porque sabia que ia dar briga. Mas como assim eu sou sua Damon? Me explique!
Dimitri riu.
-É porque não explica e ela Damon?-disse Dimitri
-Estou esperando-disse começando a ficar irritada.
-Marie,e uma longa historia...-disse Damon olhando para os lado como se procurasse por algo-Tenho que ir
Ele foi em direção a moto.
Segurei seu braço e disse:
-Você não sai daqui enquanto não me explicar!-ele havia se soltado do meu aperto- Damon volta aqui!
Mas ja era tarde,ele ja havia dado partida na moto e sumido na estrada escura.
-Droga!-gritei.
-Covarde-murmurrou Dimitri-tem coragem de fazer a merda,mas na hora de se explicar foge
-Você parece estar por dentro de tudo-disse olhando pra Dimitre- Então você pode me explicar?
-Posso-disse ele-mas sera que vou?-ele arqueou uma sombrancelha,me desafiando em silencio
Revirei os olhos e bufei.
Ótimo, agora estou me sentindo uma excluida, pensei.
-Gosto de você realmente,Marie - ele fez uma pausa e continuo - você foi a única que consegue fazer Damon gaguejar de medo e fugir.Você é uma garota de personalidade forte, posso te contar tudo que você quiser,mas vamos entrar vai chover e eu não quero me molhar.
-Claro-eu disse.
Nós entramos e fomos para a cozinha e nos sentamos.
-Agora pode explicar.
Ele sorriu e olhou para o relógio de parede.
-Você quer saber o que?-disse Dimitre.
-Começe terminando a Historia sobre o Irmão do Ariel.Damon a começou mas não a terminou-disse
-É complicado. Ele deve ter te falado que o irmão de Ariel tinha matado seus pais pra se tornar um demônio- eu assenti- Você deve querer saber quem é o irmão de Ariel não é?-assenti novamente- Sou eu.
-Uau. Até agora não tinha notado, mas vocês têm algumas coisas em comum-ele sorriu- Mas agora me explique, por que você estava brigando com o Damon?
-Você vê este colar?-ele pegou o pingente em meu pescoço- Ele significa compromisso eterno. Quando alguém te presenteia com ele, você fica sobre os comandos daquela pessoa eternamente. Por isso eu estava brigando como Damon, ele não te explicou nada sobre isso não é? – assenti – Sinto muito em te dizer isso, mas agora você pertence a ele.
Um calor tomou conta do meu corpo, queria poder matar o Damon agora. Como ele tem a coragem de fazer isso comigo? E eu achei que nós tínhamos uma espécie de conexão. Estava enganada como sempre.
-Mas,ele pode realmente me controlar com isso?-perguntei alguns segundos depois
-Bom, tecnicamente, sim.
-Como assim 'tecnicamente' ?
-Ele pode te obrigar a beija-lo essas coisas, mas é só relacionado a isso.-ele disse.
-Você ainda diz so?-Tentei tirar o colar mas ele,não sai de forma nenhuma
-Somente ele consegue retirar, pelo menos é o que as histórias contam.-ele disse- Mas eu também tive outro motivo pra brigar com ele.
-Você ainda diz so?-Tentei tirar o colar mas ele,não sai de forma nenhuma
-Somente ele consegue retirar, pelo menos é o que as histórias contam.-ele disse- Mas eu também tive outro motivo pra brigar com ele.
-Maldito!-falei-Outro motivo,pior do que este?
-Bom, não. É por que com o Ariel sendo meu irmã e você irmã adotiva dele, eu te vejo como uma irmão e sinto que tenho que te protejer sabe?
-Sei,mas ja que voltou ao assunto,por que matou a sua mãe?-falei,ele fikou em silencio e entao completei-se não quiser responder
-Más influências e vamos parar por aqui-ele disse- Não gosto de falar sobre isso.
-Ok-disse.
O olhar de Dimitre trazia dor, e eu queria abraça-lo. Mas não quis deixar mais complicado então permaneci quieta.
Ouvimos passo,decendo a escada,e se aproximando da cozinha.
Os passos aumentaram de velocidade, e uma cabeça loira apareceu na porta da cozinha. Era Ariel.
-Ué Marie, achei que você estava dormindo-ele disse.
-E estava-disse.
-Então o que você está fazendo aqui?
-É porque eu tive um pesadelo e não consegui dormir. Então eu vim pra cá-disse- Depois eu encontrei o Dimitre e a gente ficou conversando.
-Dimitri?-disse ele.
-Eu - disse Dimitre- Prazer em conhece-lo Ariel.
-Prazer,eu não te conheço?-disse Ariel.
-Não, sou novo aqui. Me mudei junto com o Damon e a Cessy. Acho que eles dois você conhece.-disse Ariel.
-Aham - disse ele - Conheço muito bem.
-Bom, eu já vou indo. A Ashley ainda tá sumida e eu vou ajudar a galera a procurar ela.
-Ashley? - disse Dimitre - Hum eu a vi na festa.
-Tudo bem, me avise se a encontrar-falei, sabendo que eles não a encontrariam, a não ser que a encontrassem morta.
-Ok - disse Ariel indo em direção a porta ,ele a abriu e saiu ,pude ouvir o leve baque surdo enquanto voltava a falar com Dimitre.
-Ashley? - disse Dimitre - Hum eu a vi na festa.
-Tudo bem, me avise se a encontrar-falei, sabendo que eles não a encontrariam, a não ser que a encontrassem morta.
-Ok - disse Ariel indo em direção a porta ,ele a abriu e saiu ,pude ouvir o leve baque surdo enquanto voltava a falar com Dimitre.
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ARIEL
Pude ouvir o baque surdo da porta enquanto ela se fechava atrás de mim, e eu saia para a noite escura e fria, o vento brincava com meus cabelos os fazendo voar no meu rosto, eu estava indo para a casa de Raphael, para procurarmos Ashley, eles disseram que tinham muitas coisas a me contar. Minha vida esta uma loucura total, principalmente depois que soube que era um semi-anjo.
E estava destinado a iniciar uma profecia muito antiga contra os demônios, e ela provocaria uma guerra, entre eles. Onde os humanos não teriam lugar. O jeito de se acabar com essa guerra segundo a profecia e mandar todos os demônios para o inferno de uma vez, era que eu devia matar o Semi demônio que fora designado para me matar, mas matar era errado, eu não sei se poderia, mesmo que minha vida dependesse disso. O fardo de todas as vidas humanas nas costas, as vidas dos anjos e ate as dos demônios esta em minhas mãos, não sabia se mesmo assim mataria.
Balancei a cabeça me livrando dessa ideia,quando abri os olhos de novo, lá esta Raphael e os outros, me encarando.
-O que foi Ariel?Não se sente bem?-disse Ariane.
Pude ouvir o baque surdo da porta enquanto ela se fechava atrás de mim, e eu saia para a noite escura e fria, o vento brincava com meus cabelos os fazendo voar no meu rosto, eu estava indo para a casa de Raphael, para procurarmos Ashley, eles disseram que tinham muitas coisas a me contar. Minha vida esta uma loucura total, principalmente depois que soube que era um semi-anjo.
E estava destinado a iniciar uma profecia muito antiga contra os demônios, e ela provocaria uma guerra, entre eles. Onde os humanos não teriam lugar. O jeito de se acabar com essa guerra segundo a profecia e mandar todos os demônios para o inferno de uma vez, era que eu devia matar o Semi demônio que fora designado para me matar, mas matar era errado, eu não sei se poderia, mesmo que minha vida dependesse disso. O fardo de todas as vidas humanas nas costas, as vidas dos anjos e ate as dos demônios esta em minhas mãos, não sabia se mesmo assim mataria.
Balancei a cabeça me livrando dessa ideia,quando abri os olhos de novo, lá esta Raphael e os outros, me encarando.
-O que foi Ariel?Não se sente bem?-disse Ariane.
-Não e nada, Ari. -fiz uma pausa- é só o jeito que vocês ficam a parecendo do nada.
-Vamos logo, temos que achar a Ashley - disse Patch, andando
-É vamos-disseram os outros o seguindo, Raphael foi andando ao meu lado.
-Tem alguma ideia de como pretendem achar ela?-disse a ele.
-Sim, Patch e ela tem um tipo de ligação... -ele fez uma pausa a continuou - É difícil explicar, mas ele teve uma sensação horrível em relação a ela, então por isso ele esta preocupado, normalmente essas sensações são verdadeiras.
-Mas, você acha mesmo que ela pode ter sido pega por demônios?
-Não só acho como tenho certeza. É bem típico deles fazer isso.
-Mas se ela foi realmente pega por eles,você acha que eles podem ter...?
-A matado?-completou Patch,parado olhando para a entrada de uma densa floresta.
-Vamos por ai?-disse Pietro.
-Sim vamos-disse Patch entrando na floresta com os outros o seguindo.
Eu e Raphael os seguíamos de longe quando eles pararam,e Path deu um suspiro de dor.Fui me aproximando e em baixo de uma árvore estava algo branco e manchado de algo muito escuro. Uma coisa ruiva se mexia como fogo no escuro,Patch correu até lá ,e os outro foram andando com as cabeças abaixadas; sim,era ela. Era Ashley,me doía concluir que era ela, morta ali ,imaginava o quanto isso estaria doendo para Patch, como eles tiveram coragem?Ashley, era amável, era impossível lhe fazer mal!
-Como aqueles monstros puderam?!-disse Patch.
-Patch - disse Raphael,colocando as mãos em seus ombros.
-Vou matar todos eles!-disse Path,com uma voz sinistra.
-O ódio e demoníaco. Ashley não ia querer que você matasse.Que você fizesse isso,acalme-se Path,por ela - disse Ariane.
Fiquei em silêncio,olhando aquela triste cena,ate que percebi algo ao lado do corpo a sim era um bilhete,estava endereçado a mim,abri e dentro uma folha manchada de sangue estava escrito com uma caligrafia elegante:
-Vamos logo, temos que achar a Ashley - disse Patch, andando
-É vamos-disseram os outros o seguindo, Raphael foi andando ao meu lado.
-Tem alguma ideia de como pretendem achar ela?-disse a ele.
-Sim, Patch e ela tem um tipo de ligação... -ele fez uma pausa a continuou - É difícil explicar, mas ele teve uma sensação horrível em relação a ela, então por isso ele esta preocupado, normalmente essas sensações são verdadeiras.
-Mas, você acha mesmo que ela pode ter sido pega por demônios?
-Não só acho como tenho certeza. É bem típico deles fazer isso.
-Mas se ela foi realmente pega por eles,você acha que eles podem ter...?
-A matado?-completou Patch,parado olhando para a entrada de uma densa floresta.
-Vamos por ai?-disse Pietro.
-Sim vamos-disse Patch entrando na floresta com os outros o seguindo.
Eu e Raphael os seguíamos de longe quando eles pararam,e Path deu um suspiro de dor.Fui me aproximando e em baixo de uma árvore estava algo branco e manchado de algo muito escuro. Uma coisa ruiva se mexia como fogo no escuro,Patch correu até lá ,e os outro foram andando com as cabeças abaixadas; sim,era ela. Era Ashley,me doía concluir que era ela, morta ali ,imaginava o quanto isso estaria doendo para Patch, como eles tiveram coragem?Ashley, era amável, era impossível lhe fazer mal!
-Como aqueles monstros puderam?!-disse Patch.
-Patch - disse Raphael,colocando as mãos em seus ombros.
-Vou matar todos eles!-disse Path,com uma voz sinistra.
-O ódio e demoníaco. Ashley não ia querer que você matasse.Que você fizesse isso,acalme-se Path,por ela - disse Ariane.
Fiquei em silêncio,olhando aquela triste cena,ate que percebi algo ao lado do corpo a sim era um bilhete,estava endereçado a mim,abri e dentro uma folha manchada de sangue estava escrito com uma caligrafia elegante:
Querido Ariel,
O que fizemos com a querida Ashley, não foi nada comparado com o que acontecerá, com você.
Creio que deve estar chocado, e Patch deve estar querendo nos matar. Mas como matar é totalmente contra a política de vocês, creio que não teremos problemas em relação a ele.
Ah, sim nos divertimos muito com ela, foi até divertido vê-la gritar de dor enquanto cortávamos seus dedos um por um. Até me lembro dos gritos de agonia — afinal não é sempre que se ouve um anjo gritar, não é?
Acredita que ela ate achou que a fossemos deixar viva?
Tão patética e ingênua!
Ate uma próxima vez,
com carinho,
Demônios.
P.S: Isso nunca teria acontecido se você não tivesse nascido Ariel. Você causou todo esse sofrimento e dor a eles e continuará causando ate que padeça lívido aos pés de nosso mestre.
P.P.S:A não ser que se entregue. Creio que não fará isso, você tem muito amor por sua miserável vida não é?
O que fizemos com a querida Ashley, não foi nada comparado com o que acontecerá, com você.
Creio que deve estar chocado, e Patch deve estar querendo nos matar. Mas como matar é totalmente contra a política de vocês, creio que não teremos problemas em relação a ele.
Ah, sim nos divertimos muito com ela, foi até divertido vê-la gritar de dor enquanto cortávamos seus dedos um por um. Até me lembro dos gritos de agonia — afinal não é sempre que se ouve um anjo gritar, não é?
Acredita que ela ate achou que a fossemos deixar viva?
Tão patética e ingênua!
Ate uma próxima vez,
com carinho,
Demônios.
P.S: Isso nunca teria acontecido se você não tivesse nascido Ariel. Você causou todo esse sofrimento e dor a eles e continuará causando ate que padeça lívido aos pés de nosso mestre.
P.P.S:A não ser que se entregue. Creio que não fará isso, você tem muito amor por sua miserável vida não é?
Amassei o papel, e o coloquei no bolso, o ódio me deixava cego e surdo, não ouvia, mas Raphael e nem nenhum dos outros fui me dirigindo para a entrada da floresta, estava envolto em pensamentos sombrios, quando Raphael me fez parar.
-O que foi Ariel?-ele disse.
-Não foi nada – disse.
Por que não sai da minha frente!, Pensei.
-Precisa de algo?Foi difícil para todos perder a Ashley, se quiser ajud...
-MAS QUE PORRA! SIM EU PRECISO DE ALGO! QUE VOCÊ SAIA DA MINHA FRENTE! AGORA!
-O que foi Ariel?-ele disse.
-Não foi nada – disse.
Por que não sai da minha frente!, Pensei.
-Precisa de algo?Foi difícil para todos perder a Ashley, se quiser ajud...
-MAS QUE PORRA! SIM EU PRECISO DE ALGO! QUE VOCÊ SAIA DA MINHA FRENTE! AGORA!
Raphael recuou um passo dando espaço, fui para casa esperando que ninguém me perturbasse, ou que se me perturbasse estivesse preparado para morrer. Tremi com esse pensamento e quando cheguei em casa coloquei a chave e quando esta quase a girando o trinco,parei e fechei novamente a porta,eu não devia entrar ali,não enquanto estivesse irritado,não enquanto estivesse afim de matar alguém.
Fiquei vagando sem destino,ate que cheguei em um bar,ele ainda estava aberto sem pensar duas vezes entrei e pedi uma bebida.
-Ei - disse ao garçom - me traga algo bem forte,ok?
-Tudo bem garoto - disse ele- Mas você tem idade para beber?
-Se não tivesse eu estaria aqui?
-Claro que não.
Ele foi para trás do balcão para preparar a bebida, eu fui grosso com ele, pobre homem só estava trabalhando...
Cale-se seu idiota! -disse uma voz interior, como se não fosse mais meus pensamentos- Ele mereceu agora beba!
O garçom voltou com a bebida e eu bebi tudo num gole.
-Mais um – falei.
Fiquei vagando sem destino,ate que cheguei em um bar,ele ainda estava aberto sem pensar duas vezes entrei e pedi uma bebida.
-Ei - disse ao garçom - me traga algo bem forte,ok?
-Tudo bem garoto - disse ele- Mas você tem idade para beber?
-Se não tivesse eu estaria aqui?
-Claro que não.
Ele foi para trás do balcão para preparar a bebida, eu fui grosso com ele, pobre homem só estava trabalhando...
Cale-se seu idiota! -disse uma voz interior, como se não fosse mais meus pensamentos- Ele mereceu agora beba!
O garçom voltou com a bebida e eu bebi tudo num gole.
-Mais um – falei.
Já estava no quarto ou no sexto copo,quando o garçom disse que o bar ia fechar,paguei a conta e sai para a rua cambaleando, bêbado as imagens não passavam de borrões.
-Ariel?-alguém disse.
-O que foi?-eu disse tonto.
-Ariel?-disse ele de novo-Você esta bem?
-Claro que estou-falei-Por que nao estaria?
-Você está bebado. Vamos, eu te levo pra casa.
-Me deixe em paz!-gritei-Nao vou pra casa!Nao tenho casa!
-Ariel larga de bobeira! Você tem uma casa, uma mãe e uma irmã que devem estar preocupadas com você então anda logo!-disse a voz, depois de algum tempo, reconheci como a voz de Dimitre.
-Por que se preocupa comigo? Me deixe ir para a sargeta!Que ficar longe dos outros-disse cambaleando para um beco.
-Ariel! Não faça isso, daqui a pouco sua mae vai estar ligando pra policia, e eu me preocupo com você porque...-ele parou imediatamente e depois começou de novo- Porque você é irmã de uma amiga minha.
Ignorei e comecei a andar para a rua,e estava tonto,e andando no meio da rua quando ouvi bozinas,e me virei a tempo de ver a luz de farois de um carro vindo em minha direçao
-Droga Ariel!-gritou Dimitre me empurrando.
Cai na calçada,cortando a palma de minha mão quando cai, me virei para trás, agora minha mente estava quase totalmente sobria,eu tinha medo do que poderia ter acontecido
Olhei para o lugar onde eu estava segundos antes. Dimitre estava no chão, e parecia muito machucado, mas a minha visão ainda estava embaçada, então não pude ver muita coisa.
Ele se levantou e veio cambaleando ate aonde eu estava e entao pude ver q ele tinha um ferimento na testa e da boca dele escorria um pouco de sangue
-Você está bem?-ele perguntou.
-Sim...so a minha mão que est...-decidi parar e olhei para ele-E voce?Voce esta bem mais ferido
-Estou bem sim, mas a merda do motorista foi embora. Você tem o número da Marie?
-Tenho-falei pegando o meu celular-Vai ligar para ela?
-Vou-ele disse e pegou o celular de minha mão, ele apertou alguns botões e depois colocou o telefone no ouvido- Alô? Marie é o Dimi, olha eu preciso que você venha me buscar.
Depois de alguns minutos e algumas explicações ele desligou.
-Está sóbrio de novo?- disse ele - Ou vou ter que salvar mais algumas vezes a sua vida até a Marie vir?
-Estou sóbrio – disse.
-Estou sóbrio – disse.
Ou talvez não, pensei.
Alguns minutos depois Marie veio no carro, e parou e nos entramos.
-Aonde você estava Ariel?-disse ela.
-Eu... Estava por aí – disse.
-E você Dimi, quer que eu te leve num hospital?
-Não, só me deixe em casa - disse ele.
Ela assentiu e ligou o rádio e dirigiu em direção a nossa casa.
Alguns minutos depois Marie veio no carro, e parou e nos entramos.
-Aonde você estava Ariel?-disse ela.
-Eu... Estava por aí – disse.
-E você Dimi, quer que eu te leve num hospital?
-Não, só me deixe em casa - disse ele.
Ela assentiu e ligou o rádio e dirigiu em direção a nossa casa.
Marie
Alguns minutos antes;
Eu estava acordada, preocupada alguns minutos antes tinha ido até o quarto de Ariel, mas ele ainda não tinha chegado, agora estava na sala com o celular e o coração nas mãos.
Ele nas ruas sem nenhum dos anjos, sabia que ele estava só, pois Raphael havia ligado a mais ou menos uma hora, e perguntou se Ariel já havia chegado, e eu menti, na verdade não sei por que menti, foi estranho... Ele agora podia estar morto, nas mãos dos demônios e...
Meu telefone toca, era Ariel.
-Alô? Marie é o Dimi, olha eu preciso que você venha me buscar.
-Por que Dimi,o que aconteceu?Por que você esta com o celular do Ariel?Ele não esta...
-Não, ele está aqui comigo, venha rápido - disse ele com a voz trêmula, ele disse o endereço e depois desligou.
Eu estava acordada, preocupada alguns minutos antes tinha ido até o quarto de Ariel, mas ele ainda não tinha chegado, agora estava na sala com o celular e o coração nas mãos.
Ele nas ruas sem nenhum dos anjos, sabia que ele estava só, pois Raphael havia ligado a mais ou menos uma hora, e perguntou se Ariel já havia chegado, e eu menti, na verdade não sei por que menti, foi estranho... Ele agora podia estar morto, nas mãos dos demônios e...
Meu telefone toca, era Ariel.
-Alô? Marie é o Dimi, olha eu preciso que você venha me buscar.
-Por que Dimi,o que aconteceu?Por que você esta com o celular do Ariel?Ele não esta...
-Não, ele está aqui comigo, venha rápido - disse ele com a voz trêmula, ele disse o endereço e depois desligou.
Corri ate o quarto dos meus pais, e entrei tentando não fazer barulho,seria tão fácil se Cessy me ensinasse a aparecer do nada sem fazer barulho,fui ate aonde eles guardavam as chaves do carro e as peguei,e corri para o carro,entrei e o liguei e sai.
Alguns minutos depois cheguei a rua que eles estavam, eles sentavam-se na calçada e conversavam. Parei e abri as portas eles entraram, e senti um forte cheiro de álcool e sangue, estavam feridos, mas Dimi estava mais, não comentei sobre o cheiro de álcool.
-Onde você estava Ariel? - falei
-Eu... Estava por aí - falou ele, depois de ter pensado bem antes de responder, eu sabia que ele tinha bebido, mas como já disse antes não iria falar de novo.
-E você Dimi, quer que eu te leve num hospital?
-Não, só me deixe em casa - disse Dimitre.
Eu assenti e liguei o rádio e dirigi em direção casa de Dimitre.
Alguns minutos depois cheguei a rua que eles estavam, eles sentavam-se na calçada e conversavam. Parei e abri as portas eles entraram, e senti um forte cheiro de álcool e sangue, estavam feridos, mas Dimi estava mais, não comentei sobre o cheiro de álcool.
-Onde você estava Ariel? - falei
-Eu... Estava por aí - falou ele, depois de ter pensado bem antes de responder, eu sabia que ele tinha bebido, mas como já disse antes não iria falar de novo.
-E você Dimi, quer que eu te leve num hospital?
-Não, só me deixe em casa - disse Dimitre.
Eu assenti e liguei o rádio e dirigi em direção casa de Dimitre.
Milhões de perguntas rondavam minha mente: O que Dimi estava fazendo com Ariel? Por que ele não aproveitou a chance e matou ele logo? Mas para essas perguntas, apenas uma resposta era necessária: Dimitre era irmão de Ariel, e mesmo querendo, ele não o machucaria de forma alguma.
A música Till The World Ends da Britney Spears começou a tocar, e como o clima estava começando a pesar, comecei a cantar:
- This kicked in got your tongue tied in knots, I see... Vamos gente! Até parece que morreu alguém aqui!
- Marie você bebeu? -perguntou Ariel rindo- Nunca te vi assim.
- Desde quando é preciso beber para ficar feliz? Vamos Ariel você conhece essa música!
-Tá bom, vou ser feliz com você! I can't take it, take it, take no more...
-Marie, eu pedi pra você me levar para casa, não para um hospício- disse Dimi rindo.
-HAHAHA! Engraçadinho. Então seu pedido foi realizado Dimi, chegamos à sua casinha gótica - disse estacionando o carro.
É talvez estivesse mesmo parecendo uma bêbada.
-Uau Marie, magoou! Ok, então eu vou indo, Até mais tarde - disse Dimitre saindo do carro.
-Tchau Dimi - disse acelerando- Ok Ariel, você bebeu não foi?
-Como você sabe?
-O cheiro do álcool está super fraco sabia?
Ele fez concha com suas mãos e soprou, logo em seguida inalou.
-Você quer uma pastilha de menta?
Capítulo 03- [sem título]
Querido diário.
Tem alguma coisa acontecendo com o Ariel.
Ele está fazendo coisas, que eu nunca iria imaginar que isso passaria pela cabeça dele.
Ok, eu sei que é super normal as pessoas cantando, mas pra quem tem anos de convivência, vai saber que aquele foi um comportamento estranho.
Será que ele se culpa pela morte de Ashley?
Se sim, aposto minha vida de que foi por influência dos demonios.
Bom, acho que era só isso.
Adeus.
Já passava das duas horas da manhã e a minha insônia só piorava, pensei que escrever, ajudaria. Mas pelo contrário me deixou ainda mais atenta a tudo. A como o Ariel está sendo afetado.
Meus pensamentos são interropido por Ariel, que bate na porta, e depois olha pra ver se eu estou dormindo.
-Marie?- Ele disse.
-Sim Ariel?
-Ainda esta acordada?-ele entrou-e se sentou no pé da minha cama.
-Eu não sabia que falava dormindo.
Ele riu levementee depois balançou a cabeça.
-Por que ainda está acordada?
-Não sei, só não consigo dormir.
-Quer conversar?
-Sobre?
-Sobre qual quer coisa,eu tambem não consigo dormir.
-Sobre qualquer coisa? -ele assentiu- Então me diga, por que você bebeu hoje?
-Hã -disse ele- porque estou triste com o que aconteceu com a Ashley
-E o que aconteceu com a Ashley?
Resolvi dar uma de desentendida, mas o que eu realmente queria era poder abraça-lo e dizer que tudo ia ficar bem. Mas as forças opostas me impediam.
-Ela...Ela -ele abaixou a cabeça- Ela foi para um lugar melhor.
-Ah, entendi. Sinto muito por ela.
-Ela está bem, está ao lado do Pai de todos, ela esta mais segura lá-disse ele
-Uau, escutar alguém consolando a si próprio é uma coisa estranha-disse fazendo uma careta- Mas é bom você pensar assim.
Ele riu.
-Acho que não é bom, pense comigo, se você consola as si próprio quer dizer que você não precisa de ninguém?
-Não, bom pelo menos eu acho que não. Quer saber de uma coisa? Um chocolate quente cairia bem agora.
-É cairia- disse ele -Vem vamos fazer sem acordar a mamãe e o papai-disse ele se levantando.
-Se nós conseguimos, podemos ser espiões. O que você acha?- e levantei-me.
-Espiões?Acho que talvez sim, mas nossos pais seriam os vilões?
-Huum, isso. E o chocolate quente seria o refém.
-Ótimo, agora vamos decidir os codinomes. O meu vai ser AngelBoy.
-Huum, e o meu MáMarie- e ri baixinho enquanto íamos andando pelo corredor.
-Ah, eu vi você e o Damon se beijando na festa. Vocês estão namorando?
-Argh, nem me fale daquele garoto.
-O que ele fez?-disse Ariel.
-Nada Ariel, esquece. Então, vamos continuar com a nossa missão?
Ele assentiu.
-Colar meio estranho esse seu, Marie.
-Eu sei, odiei-o na verdade. Mas presente é presente.
-Então por que não tira, é tão simples resolver esse problema
-Não posso. Ia magoar a pessoa. -menti.
Assim que chegamos à cozinha, fui andando sorrateiramente até o armário.
Ariel ficou parado na porta da cozinha como se vigiasse alguma coisa.
Abri o armário devagarzinho e fui tirando os ingredientes.
-Rápido, acho que ouvi um barulho lá em cima.
-Não temos muito tempo! Caramba acho que a nossa missão vai ser um fracasso - disse fazendo bico.
-Estão descendo as escadas-disse ele vindo me ajudar.
Ele guardou tudo no armário e deitou no chão me puxando junto.
De repente, o meu pai entra na cozinha
-Alguém ai?-disse ele
-Quietinha MáMarie – sussurrou Ariel.
Cobri a boca com as mãos enquanto me contorcia tentando não rir.
-Vamos querido, deve ter sido o vento - disse minha mãe.
-É, mas, por que a luz esta acesa - disse ele a apagando e subindo a escada
-Acho que já foram-disse Ariel.
-Ok, quase fomos descobertos. Da próxima vez vamos lembrar-nos de desligar a luz.
-É vamos-disse ele levantando-se.
Continuei deitada ali, esperando que ele me ajudasse.
Ele estendeu a mão pra mim.
Eu a peguei e ele me puxou - com um pouco de força -, deixando nossos corpos colados.
Ficamos assim nos encarando, como se fossemos desconhecidos.
Ariel foi se abaixando devagar, nossos lábios iam se tocar quando o telefone toca.
-Não deve ser importante- disse ele- Provavelmente é um trote.
Ouvimos passos novamente descendo a escada
Ele me soltou e eu caminhei em direção ao telefone que ainda tocava.
-Alô?-disse.
-Marie,que bom que você atendeu,preciso falar com você.
-Quem é?
-O Damon.
-Não quero falar com você Damon. Não, na verdade eu quero, mas precisa ser em particular.
-Quem está com você às duas e meia da manhã, hein Marie?
-Meu irmão- procurei por quem tinha descido as escadas- E meu pai.
-Tá bom. Então amanhã eu passo ai e a gente conversa.
-Damon eu não quero falar com você- disse para o telefone mudo.
-O que ele queria?-perguntou meu pai.
-Nada pai, nada. Bom gente eu vou voltar a dormir, boa noite. -E corri para as escadas.
O que ia acontecer lá em baixo? Eu realmente iria beijar Ariel? Não, realmente estava começando a enlouquecer.
Entrei em meu quarto e tranquei a porta. Joguei-me na cama e coloquei as mãos sobre a cabeça.
Queria que Cessy estivesse aqui, ela realmente iria me ajudar, já que ela era minha conselheira aqui na terra.
-Droga - murmurei.
Fechei meus olhos e disse a mim mesma, que a única coisa que eu faria agora era tentar dormir
####
-Marie - disse Damon,andando ao meu lado no corredor - Preciso falar com você.
-Eu já disse que não quero falar com você Damon. Já descobri o que você fez comigo, e nunca mais quero te ver ou falar com você.
-Mas - ele pensou por um momento - você vai falar comigo querendo ou não! Esqueceu do que esse colar faz?
-Não eu não esqueci Damon e para o seu bem é melhor você retira-lo de mim agora.
-Só depois que conversarmos - disse ele.
-Então você vai tirar o colar? Damon, você é um demônio e demônios mentem. Então se você me da licença, eu tenho que ir pra minha sala.
-Tudo bem, fique com ele para sempre - disse ele dando meia volta
-Droga! Volta aqui Damon!
Ele parou e ficou me olhando.
-O que foi?
-Tá bom vamos conversar, mas você tem que tirar esse colar de mim ok?
-Promessa de escoteiro - disse ele.
-Aprendi a nunca confiar em escoteiros. Mas tudo bem, o que você quer falar comigo?
-É sobre o que o Dimitre disse.
-Sou toda ouvidos-estava começando a ficar cansada.
-Ér que, eu... -era a primeira vez que ouvia Damon lutar com as palavras, era um ato tão... Humano. Mas percebi que estava enganada quando ele continuou: - Olhe Marie, não sei por que fiz isso, e você tem todo o direito de me odiar, mas foi mais forte que eu, você sabe que demônios são capazes de trair ate as pessoas que amam.
-Se você queria algo comigo Damon, você poderia simplesmente ter dito, e quem sabe alguma coisa poderia até acontecer. Agora você não vai achar ruim o fato de que tudo o que eu sinto por você é mentira?
-Não.
-Não? Damon você é completamente louco! Então você prefere que eu sinta uma coisa falsa do que verdadeira?
-Talvez.
-Já estou começando a ficar cansada Damon. Não quero mais saber de você está bem? Agora cumpra sua parte da promessa, tire o colar de mim.
-Promessa de escoteiro - disse ele dando meia volta – A propósito, nunca fui escoteiro.
-Droga! Damon seu idiota! Volte aqui agora e arranque essa merda desse colar ou eu me mato!-ameacei.
-Se mate, então-disse ele - vai encontrar o chefe mais cedo
-Droga.
Ele sumiu.
-Ótimo - murmurei enquanto entrava na sala.
-Obrigado por se juntar a nós Marie - gritou o professor.
Fingi que não ouvi e fui para o fundo da sala,me sentei numa carteira vazia,agora adoraria ter Cessy ao meu lado,ela saberia como agir com Damon.
-Marie? - disse Raphael, que estava na carteira ao meu lado.
-Sim Raphael?
-O que aconteceu?Você está estranha - disse ele- o Ariel chegou bem em casa ontem?
-Mais ou menos. E não aconteceu nada, não se preocupe.
-Tudo bem-disse ele.
-Tá bom, aconteceu alguma coisa.
-O que aconteceu exatamente?
-Um garoto idiota quer me controlar, é isso que aconteceu- disse.
Não era mentira, mas também não era verdade.
-Controlar? Huum, e como?
-Ele quer decidir o que eu devo sentir.
-Mas sabe como ele quer fazer isso?
-Você sabe que nem eu sei direito. Sei lá, só sei que é como se eu tivesse que obedecer ele- ótimo, estava começando a botar nossa missão em perigo.
-Ah, sabe que eu já ouvi falar de algo assim - disse ele olhando para o meu colar - uma pessoa manipulava a outra por causa de um colar, será que não é isso? -ou ele estava fingindo, ou sabia realmente o que era o meu colar.
-Não sei. Acho que isso é meio bobo não é? Parece muito "conto de fadas".
-É, parece, mas se não me engano é um conto, você devia procurar e ler, ele pode ajudar - o sinal tocou.
-Bom obrigado Raphael. Foi ótimo conversar com você.
-Não por isso.
-Tá né.
Sai andando aliviada por não ter colocado muita coisa em risco.
Meus pensamentos estavam longe,eu refletia sobre a conversa que tive com Rafael,para ver se não tinha revelado muita coisa,quando me lembro do que ele havia falado -", mas se não me engano é um conto, você devia procurar e ler, ele pode ajudar "
Mas será q ajudaria mesmo?
Só pesquisando para ver. Eu devia ter perguntado o nome ao menos poderia ajudar. Suspirei e fui andando calmamente para o refeitório.
Em quando isso, no inferno. . .
O calor, o cheiro de podridão e os gritos de dor eram tudo o que se sentia e ouvia naquele lugar.
Cessy e Leo depois de uma longa sessão de tortura, agora se encontravam na frente do Mestre.
-Vou perguntar mais uma vez. Por que o Damon os mandou para cá?
-Porque nós matamos um anjo, Mestre - disse Cessy com sua voz fraca.
-Irão desobedecer as minhas ordens, ou as dele de novo?-vociferou ele
-De nenhum dos dois senhor - disse Leo.
-Espero que eu não os veja de novo antes do terminio desta missão.Por falar em missão como ela anda?E Marie já esta preparada para mata-lo?-disse o Mestre
-Sim, pelo menos ela diz que sim, mas os anjos estão sabendo que os demônios estão atrás de Ariel, então resolvemos os deixar pensarem que não existe nenhum, porque eles irão baixar a guarda e ela irá atacar-disse Cessy
-Ótimo plano-murmurrou o Mestre - Espero que a pequena Marie tenha mais maturidade que vocês dois juntos.
-O que o senhor quer que façamos agora?-disse Leo,forçando para que sua voz saísse estável
-Voltem para lá e continuem a missão. Vocês têm sorte de fazerem parte de uma coisa importante, se não vocês estariam naquela câmara até agora, ah, como é bom ouvir os gemidos de dor de vocês, não tem preço.
Ambos abaixaram a cabeça, e começaram a andar em direção ao portal. Quando o passaram seus corpos viraram uma fumaça negra eles foram para o mundo dos humanos.
Apareceram em frente à escola, e segundo Cessy, estava na hora do almoço, então poderiam lançar seus melhores olhares raivosos para Damon.
Marie
Eu não queria me sentar com Damon, mas se me senta-se sozinha com certeza ele viria e se sentaria comigo, fiz algo que normalmente não fazia, me sentei com Ariel e todos seus amigos.
-Oi Ariel-murmurrei em meia voz, para não ser notada pelos outros.
-Oi Marie, por que você vai sentar com a gente hoje?-ele disse assustado.
Olhei em volta, e agora todos os amigos humanos ou anjos me olhavam.
-Não sei-disse a ele-So quero sentar com o meu irmão hoje, mas se eu estiver atrapalhando...
-Não, não está atrapalhando.
Aos poucos todos voltaram a conversar. E eu notei que Path o namorado da Ashley estava quieto de cabeça baixa, ele me olhou de repente, mas não me olhou nos olhos, como todos faziam, ele tinha os olhos vermelhos,e com um pouco de lagrimas,percebi a ai o quanto estava sofrendo.
-O que esta olhando em Marie?-disse Path
-Nada. E eu sinto muito pelo o que aconteceu com a Ashley. Deve ser difícil suportar isso e mesmo não te conhecendo, pode contar comigo.
-Como sabe da Ashley?-disse ele
-O Ariel comentou alguma coisa comigo ontem a noite, ele também está meio mal por causa disso- lancei um olhar reprovador para Ariel- Ele andou cometendo algumas coisas meio ruins em relação a isso.
-Coisas ruins?
Ia começar a falar o que ele tinha feito, mas a visão de Cessy e Leo entrando na escola me calou imediatamente.
-Depois a gente conversa-disse e levantei-me.
-Aonde vai?-disse Ariel
-Falar com uns amigos, tchau Ariel-me inclinei e lhe dei um beijo no rosto.
Os ocorridos de ontem à noite vieram a minha cabeça. O quase-beijo com ele havia sido um erro que eu não seria idiota de cometê-lo novamente.
Fui em direção de Cessy e Leo.Sem pensar duas vezes, abracei Cessy com todas as minhas forças.
-Marie - disse ela, por incrível que pareça me abraçou também.
-Vocês fizeram falta aqui - disse quase chorando.
Soltei-me de Cessy e também abracei Leo, que pra minha surpresa também retribuiu.
-Imagino-disse Cessy-Mas você esta na Companhia do Damon não estava sozinha, estava?
-Bom, se você acha que ser controlada por ele pode ser comparado a uma companhia, você está muito enganada.
-Ele fez o que?
Apontei para o colar em meu pescoço e a compreensão tomou o seu rosto.
-Ele está começando a passar dos limites - disse Leo.
-E começando e pouco Leo-disse Dimitre aparecendo do nada-fiquei sabendo que ele mandou vocês para a câmara de tortura, como estão?
-Bem-disse Leo-Prontos para acabar com Damon
-Ei, ei. Acho que eu devo fazer isso-disse.
-E você tem motivos Marie,mas ele agora e o "protegido" do Senhor-disse Cessy
-E eu não sou?Ele é meu pai não?Então por que não posso maata-lo?
-Hum,vendo desse angulo,você e mais importante do que o Damon,então ele não pode encostar um dedo em você-disse Dimitre
-Ótimo. Então eu vou lá acabar com a raça dele. Mas primeiro vocês precisam me responder: como se mata um demonio?
-hum boa pergunta,nunca fomos de matar um da nossa propria especie Marie-disse Leo
-Mas os anjos sabem bem como nos matar.Mas os poucos de nossa especie que matam os da propria raça,são muitos poucos-disse Cessy
-Hum, será que se eu lançar isso na internet irão aparecer alguns modos eficazes?-disse sorrindo malignamente.
Cessy riu
-Duvido.Acho que se você procurar num livro tem mais chances de encontrar algo.Essa geração de hoje,so sabe mexer no computador.-disse Leo
-Ah qual é Leo, a internet é bem mais fácil- e ri- Mas é verdade, a internet não subistitui as maravilhas que o livro faz.
-E verdade-disse Dimitre-Ei falando do diabo olha quem aparece-Dimitri olhava para Damon,que cruzava o refeitorio e vinha em nossa direção
-Ele vem e eu vou. Tchauzinho gente-disse, mas Cessy segurou meu braço impedindo minha caminhada.
-Fique aqui Marie,ele so veio para falar com você.Ele não vai se aproximar de mim ou de Leo,ele sabe que nos demonios somos parecidos com gatos,na raiva.Podemos quardar raiva de uma pessoa a vida toda,e quando nos vingamso e para valer-disse Cessy
-Uau, você está começando a me assustar Cessy-disse rindo- É, então infelizmente tenho que ficar aqui.
-E fique-disse Leo
-Marie-disse Damon parando ao lado de Dimitre
-Damon.
Ele ficou em silencio,olhando para mim,e depois olhou para Cessy e Leo
-Voltaram tão rapido.Estavam com saudades?Ou não estava muito bom la na camara de tortura?-disse Damon
Ele ficou em silencio,olhando para mim,e depois olhou para Cessy e Leo
-Voltaram tão rapido.Estavam com saudades?Ou não estava muito bom la na camara de tortura?-disse Damon
-Damon, caso você não tenha percebido, ninguém quer sua presença aqui. Então por que você não leva esse sua estupidez para longe daqui?-disse o olhando com raiva.
Ele me fulminou com o olhar e disse:
-Só saio daqui se você for comigo.
-Não vou com você!-disse fincando os pés no chão
-Não?Você tem certeza Marie?
-Tenho sim, então vá embora sozinho Damon.
-Marie,vamos logo pare de discultir comigo!-disse ele,sorrindo sinicamente,ele estava usando os poderes do colar
-Claro Damon, mas para onde nós vamos?-murmurei automaticamente.
-Ei Damon pare de controlar a garota!-disse Dimitre.
-Cale-se DIMITRI!Quer ir passar uma temporada na camara tambem?-disse Damon estendendo o braço para mim-Vamos ?
Contra minha vontade, entrelacei nossos braços.
-Damon-disse Cessy-se você não parar com isso quem vai passar uma temporada na camara de tortura sera você!
-Ah é?E quem vai me mandar para lá?
-Eu vou te mandar para lá-disse me soltando dele.
-Marie,você não vai fazer nada.Entendeu?:
-Entendi.
Droga, quando ele estivesse longe iria manda-lo para o inferno.
Hum. Será que dizendo isso ele iria parar lá?
Tentei:
-Damon-ele me olhou- Vá para o inferno.
-O que?!-disse ele,quando uma fumaça negra tomou conta de tudo,cobrindo o corpo dele.Ele gruniu-Quando eu voltar,você vai ver do que sou capaz!
-Mas que merda foi essa?-perguntou Dimitre assustado.
-Eu... Eu não seei!-disse.
-Maneiro!-disse Leo
-Você consegui Marie!O Damon esta na camara de tortura agora!-disse Cessy
-Uau, tá né. Mas como eu fiz isso?Só mandei ele ir para o... inferno. Ah, agora entendi.
-entendeu?-disse Dimitri-Me explica então!
-Bom, como vocês são demônios...
-Nós-corrigiu Cessy.
-Está bem, como nós somos demonios, vivemos no inferno, então acredito que se alguém nos mandar para lá é o que acontece.
-Ixe-disse Dimitri
-Bom, então meus amores, é melhor você não provocarem a nossa Marie-disse Cessy rindo.
Todos riram
-Você sabem como tirar isso?-disse olhando para o colar?
-Não-disseram em coro.
-Ah-disse-Vou ter de ficar com essa coisa para o resto da vida!
-Talvez os anjos possam te ajudar.Bem não digo so anjos,mas o semi anjo-disse Leo
-É verdade. O Raphael me contou alguma coisa sobre esse colar hoje.
-O anjo da guarda do Ariel?-disse Cessy
-Ele mesmo.
-Sera que ele não pode tirar isso?-disse Dimitre
-Bom, não seei. E ei não iria perguntar isso para ele, mas pro Ariel quem sabe.
-Isso-disse Dimitre-fassa isso antes que o Damon volte.
-Pode deixar que assim que chegar em casa vou pedir.
-Ok-disse Cessy-Ei Leo,vamos ir ver os outros,precisamos conversar
-Claro Cessy-disse Leo.
-Então Cessy, o que você está usando para controlar o Leo?-perguntou Dimitre rindo.
-Meus poderes de sedução-disse Cessy rindo.
-Como se ela precisase me controlar-disse Leo rindo
-Isso aí Cessy-disse rindo.
Cessy e Leo se foram,e eu fiquei so com Dimitre
-Bem,Marie Acho que você perdeu as suas ultimas aulas aqui conversando.-disse Dimitre
-Nossa. O tempo passa muito rápido quando estou com vocês, mas não tem problema.
-E então quer uma carona para ir pra casa?-disse ele
Ele foi na frente ate um carro negro,um camaro.Ele abriu a porta para mim
-Hum, muito cavalheiro-elogiei.
-Nem-disse ele
indo para a outra porta e entrando,ele começou a dirigir
-Ah se quiser ligar o radio,eu nunca ouço nada-disse ele
-Só para te deixar irritado-disse.
Liguei numa estação de rock, estava tocando Red Hot Chilli Peppers.
-Me irritar?-disse ele
-Você não disse que nunca ouve música?Então penseei que ia te irritar, mas pelo visto me enganei.
-Não,e que essas coisas humanas não são o meu tipo-disse ele
-Hum, mas vamos combinar que algumas se salvam.
-E algumas-disse ele pensativo-sabe o que eu estou pensando?
-Se eu soubesse ler pensamentos saberia-brinquei-Não, no que você está pensando?
-Em como o Damon vai estar puto,quando voltar.Sabe Marie,você tenque tirar esse colar logo,se não.Bem não sei do que o Damon e capaz
-Sim, mas ele pelo menos sentiu um pouco de minha ira. Agora ele terá que ser muito corajoso para mexer comigo novamente.
-Marie,corajoso ele é.Esse que e o problema,você não vai pega-lo de surpresa de novo,provavelmente,ele vai te controlar o tempo todo,se você não der um jeito de tirar isso
-Não se preocupe, irei conversar com o Ariel sobre isso. Tenho quase certeza de que ele ou algum dos amigos dele sabe alguma coisa disso. Já que o Raphael sabe.
-E mas se você falar desse colar com os anjos eles saberiam que e obra de um demônio
-Bom, mas eu serei sutil Dimi, não se preocupe.
-Ok,então-disse ele parando o carro-Chegamos
-Obrigado. Você quer entrar?Posso fazer um lanche pra você ou sei lá o que.
-Acho que vou entrar só um pouquinho - disse ele descendo do carro,e indo abrir a sua porta
-Obrigado-repeti.
-De nada-disse ele andando do meu lado ate a porta.
Assim que a porta foi aberta, dei de cara com dois pais parecendo preocupados.
-Marie!Onde você estava?-disse minha mãe- Fiquei...
Sua voz foi desaparecendo assim que viu Dimitre ao meu lado.
-Ele é seu namorado?-perguntou meu pai.
Eu corei, e Dimitri riu
-Não, somos so amigos - disse ele
-Ah que pena. Vocês dois ficariam lindos como namorados. E além do mais, ele parece ser um ótimo garoto-disse minha mãe.
E eu corei ainda mais.
-Ele e só meu amigo - disse a eles.
Mesmo sendo uma semi demônio, eu não podia ser poupada daquela conversa ?Em?
-Bom garoto, por que você não chama nossa Marie para sair?Ela é uma garota muito bonita e divertida.-disse meu pai.
-Ja que insite-disse Dimitri-Marie vamso sair?
-Papai! Mas Dimi, eu e você... Não sei... Mas, ah eu... Tá bom, eu aceito!-tentei dizer, mas apenas algumas partes da "frase" sairam fáceis de entender.
-Vem,vamos então Marie-disse Dimitri,entrelaçando nossos braços-Tchau
Minha mãe nos olhou quase não conseguindo conter sua felicidade.
E assim que estavamos longe o suficiente dos ouvidos aguçados de minha mãe,disse:
-Dimi me desculpe por aquilo, eu não sei o que deu neles.
-Calma,Marie.Eu te entendo-disse ele-Sei mais ou menos como e ter pais iguais aos seus.Tirei nos dois de uma enrascada e tanto não?
-Com certeza! Obrigado Dimi e como você deve ter percebido eu realmente não sei o que fazer quando eles agem assim, é tão... Idiota.
-Eu sei,pais são idiotas mesmo,foi por isso que a minha Mãe não esta mais aqui!
-Ér, eu realmente sinto muito por isso Dimi. Mas é o dever dos pais serem idiotas assim.
-E.Se eu tivesse sido melhor,talvez eu ainda tivesse que passar por isso.
-Não pense assim está bem?Não se culpe por nada, porque isso foram apenas erros e todos cometem erros Dimi, então não fique ai se martirizando e apenas siga em frente-disse e peguei suas mãos-Então, pra ajudar você a seguir em frente, o que você acha de um sorvete?
-E ja que disse para os seus pais que iamos sair,vamos sair,o que acha de ir no cinema,para passar um pouco de tempo,e esquecer dessa historia de demonios e anjos?
-Acho ótimo. Então vamos?-pergunto.
-Claro-disse ele,abrindo a porta para mim-Vamos antes que seus pais venhão ate aqui
Entrei rapidamente no carro e ajeitei meus cabelos que estavam começando com a rebeldia do verão.
Ele acelerou e ligou o radio novamente
Enquanto isso,na camara de tortura...
Os gritos de horror e dor,era tudo que se ouvia la,alguns pediam para que a tortura fosse parada,e pediam desculpas,mas um praguejava,e foi então que o Mestre chegou na camara,para ver quem era que tanto praguejava.Os gritos sessara ao passar do mestre,que ordenou que dessem continuidade a tortura
quando chegou a aquele que tento praguejava,viu que era Damon
-Damon o que faz aqui?-disse o mestre
-Sua filha me mandou para cá-ele disse e depois cuspiu sangue.
-Marie?Mas por que ela faria isso?
-Porque-disse Damon se calando
-Por que Damon?O que você aprontou para a Marie?-disse o mestre olhando com os olhos negros nos olhos de Damon
E então, contra sua vontade, Damon começou a soltar a verdade.
-Eu,dei a ela,um colar para controlar os sentimentos e as ações dela
-Você o que?-gritou o mestro dando uma tapa na cara de Damon.
Damon ficou em silencio,de cabeça baixa,enquanto dos ao redor olhavam para ele e o mestre
-Pois assim que você voltar pra lá, você irá retirar aquele colar dela está bem? E além do mais, você tem sorte de eu estar feliz com o ódio que estou causando entre os anjos, porque se não seu castigo seria pior.
-Sim mestre-disse Damon-Mas...
-Mas o que?
-Mas,senhor,ela pode ficar com um dos anjos,isso seria uma probabilidade minima mas seria possivel,não?
-Não, seria impossível Damon, e não me venha com desculpas está bem?Quero que você esqueça minha filha.
-Sim senhor-ele abaixou a cabeça-ja devo ir ?
-Não, aproveite isso aqui mas um pouquinho- e a tortura reiniciou.
...Enquanto isso no Cinema
-Shh Dimitre! Ela vai beija-lo agora!-disse e joguei uma pipoca nele que conversava clamando por atenção.
-Ta bem-murmurrou ele-mas me diga mesmo,por que eu estou aqui,assistindo esse filme de romance,ao invez de um bom filme de terror?
-Porque eu te obriguei a vir aqui Dimi.-disse rindo- Agora cala a boca.
Ele ficou quieto vendo o filme
-Uau-murmurei.
-hum-disse ele
-Isso,não termina nunca-murmurrou Dimitri-Eu prefiro a camara de tortura ao invez disso
-Quer ir pra lá então?Você sabe que eu posso te mandar pra lá.
-Obrigado,mas fazer compania para o Damon,não e muito bom
-É, concordo com você.
E então os créditos do filme apareceram na tela.
-Pronto Dimi, acabou. Vamos?
-Aleluia-disse ele,se levantando-Vamos logo,antes que eu tenha um treco
-Calma ai. Bobo- me levantei rapidamente e deixei o balde de pipoca em cima do banco.
-Bobo?-disse ele
-Isso, você é um bobo impaciente-disse rindo.
-Ok,de alguem muito respeitada no mundo inferior,aqui sou um bobo,Ok então?!
-Tá bom, então agora você irá me levar pra dar uma volta está bem?Quero ficar longe dos meus pais.
-Ok.Tambem o bedeço ordens agora!
-Vem-disse ele pegando a minha mão-vamos ir para onde em?
-Não sei. Para onde você quer ir?
-Qualquer lugar,que não envolva,ou tenha algo a ver com o que somos,queria ser normal so hoje ok?-disse ele-achomelhor você escolher,pois não sei o que e ser humano a muito tempo.
-Ok, então o que você acha de irmos dar uma voltinha na praia?Vai estar completamente vazio lá, e a vista vai ser maravilhosa.
-E otima ideia-disse ele,olhando na direção do carro-Odeio,motoqueiros
-Ah, somos dois. Mas apenas peça que ele se retire, só isso.
Fui andando em direção ao carro com Dimitre logo atrás.
-HEY,gatinha...-disso um dos motoqueiros
-Bom, você está me chamando de animal?-disse lançando um olhar maligno para o motoqueiro.
uahsusahuashuh medoo oO)
-oh oh,a gatinha e arisca-disse o mesmo motoqueiro
-Você vai ver o que é arisca quando eu te der um soco. Saia da minha frente.
Qunado ele foi me puxar pelo braço,Dimitri interfiriu.Pegando o pulso dele e o virando
-Não deveria mexer com uma garota que esta acompanhada-disse Dimitri
Os outros motoqueiros se levantaram.
-Agora,peça desculpas a ela-disse Dimitri torcendo mais ainda o pulso do homen
-De-desculpe-gemeu o homem
Dimitri o soltou e o deixou cair no chão,para ser acudido por seus companheiros.
-Uau-disse rindo.
-Quem você pensa que é em garoto?-disse outro motoqueiro.
-Alguém que pode acabr com você facilmente. E agora, eu quero que vocês saiam daqui antes que mais alguém se machuque-e lançou um olhar sombrio para ele.
-Você acha que temos medo de você
-Dimitri-disse a ele-Vamos embora
-Não Marie, espere só um minuto.
Ele começou a andar em direção aos motoqueiros.
-Retire o que disse-ele falou.
-Não vou,Garoto,você mau saiu das fraldas e quer arrumar briga?
-Você mexeu com a Marie, então quem estava querendo briga eram vocês
-E estavamos mexendo,mas agora você tambem quer briga
-E agora vocês merecem.-ele olhou para mim- Marie entre no carro, você não precisa ver isso.
Fiquei parada,olhando para ele.Dimitri era mais novo que eles,e estava sozinho,enquanto eles,sem tirar o que estava com o pulso torcido,eram 5
-Dimitri,vamos-disse-você não precisa arrumar briga
-Preciso sim, Marie. E você precisa entrar no carro. E além do mais você esqueceu do que eu sou?
-E você se esqueceu de que esse dia iamos apenas ser normais?
Ele parou e ficou me olhando,e todo seu ódio foi se decepando.
-Não esqueci-disse ele,se virando para os motoqueiros novamente-dessa vez passa,mas da proxima...
Ele deixou a frase morrer no silencio e foi para o carro.
...
















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