Autor:Yuri Langowski
Terminado
Stuart Meinerz era um típico menino de dez anos, não apresentava problemas psicológicos ou qualquer comportamento alterado - Pelo menos foi isso que disse a Psicóloga Alessandra Moura, uma “Expert” no assunto.
Tudo começou a mudar quando um alerta um tanto estranho percorreu os corredores de sua casa, em forma de grito.
-Tem um dragão no meu armário!
Tudo começou a mudar quando um alerta um tanto estranho percorreu os corredores de sua casa, em forma de grito.
-Tem um dragão no meu armário!
Se Stuart soubesse que aquele aviso causaria várias idas ao consultório psicológico, não o teria feito.
-Hora de ir pra cama.
Essas palavras, sempre ditas pela sua mãe, faziam ele se sentir em um mundo de horror. Tinha vontade de se trancar no banheiro e cortar-se inteiro, pelo menos assim teria uma noite tranquila no hospital, um lugar seguro e aconchegante.
Toda vez que ia para cama fixava seu olhar para o grande armário verde musgo que, junto à parede, ocupava grande espaço no quarto. Era feito de madeira, estava velho e surrado, suas duas portas já não abriam direito.
A primeira vez que Stuart falou sobre o dragão com seus pais foi numa sexta à noite. Resultado... Dormiu com os pais, que não gostaram nem um pouco da situação.
Passadas três semanas do primeiro incidente com o feroz dragão, Stuart passou a tomar algumas pílulas calmantes antes de dormir.
De inicio retrucou: “-Vocês estão loucos? Enquanto eu estiver dormindo ele me mata! Os dentes dele são enormes!“
Sua mãe teve a brilhante, talvez cruel, idéia de misturar o remédio para dormir com achocolatado. O gosto de chocolate encobriu o do remédio, e assim Stuart pode dormir tranquilamente.
Isso durante uma semana, apenas.
Stuart era inteligente para a idade, viu que não se lembrava do que acontecera noite passada, antes de dormir.
-Não vou mais tomar isso! Sei que isso me faz dormir...O dragão vai arrancar minha cabeça, em uma mordida só.
Os gastos com psicólogos foram aumentando. Os pais de Stuart já estavam desistindo de tentar ajudá-lo.
-Melhor que durma conosco mesmo- Disse seu pai, certa vez.
Mas não seria necessário.
Tudo iria mudar naquela noite de sexta feira.
Stuart havia pegado no sono assistindo um filme na televisão, intitulado “Enterrado Vivo”. Sua mãe o ergueu do sofá e carregou-o até sua cama.
Duas horas depois um gritou ecoou no corredor.
-Socorro! Tem um dragão no meu armário! Ele quer me matar!
Seu pai levantou irado.
Batendo os pés no chão chegou até Stuart. Segurou seu braço com força e gritou:
-Já estou cansado! Vamos ver o dragão no seu armário!
Ele o soltou com um empurrão. Stuart bateu contra a parede e sentou-se no chão, de frente para o enorme monte de madeira cor verde musgo, que era habitado por um furioso dragão.
-Não faça isso! Por favor, não abra!- Gritou ele.
Seu pai abriu uma das portas com força, quase a arrancando.
Isso durante uma semana, apenas.
Stuart era inteligente para a idade, viu que não se lembrava do que acontecera noite passada, antes de dormir.
-Não vou mais tomar isso! Sei que isso me faz dormir...O dragão vai arrancar minha cabeça, em uma mordida só.
Os gastos com psicólogos foram aumentando. Os pais de Stuart já estavam desistindo de tentar ajudá-lo.
-Melhor que durma conosco mesmo- Disse seu pai, certa vez.
Mas não seria necessário.
Tudo iria mudar naquela noite de sexta feira.
Stuart havia pegado no sono assistindo um filme na televisão, intitulado “Enterrado Vivo”. Sua mãe o ergueu do sofá e carregou-o até sua cama.
Duas horas depois um gritou ecoou no corredor.
-Socorro! Tem um dragão no meu armário! Ele quer me matar!
Seu pai levantou irado.
Batendo os pés no chão chegou até Stuart. Segurou seu braço com força e gritou:
-Já estou cansado! Vamos ver o dragão no seu armário!
Ele o soltou com um empurrão. Stuart bateu contra a parede e sentou-se no chão, de frente para o enorme monte de madeira cor verde musgo, que era habitado por um furioso dragão.
-Não faça isso! Por favor, não abra!- Gritou ele.
Seu pai abriu uma das portas com força, quase a arrancando.
A surpresa foi tão grande quanto à sensação de arrependimento. Um boneco de dragão estava lá. Media cerca de 20 centímetros de altura. Realmente, era um boneco feio, tinha sangue na sua boca e seus dentes eram afiados.
-Mas... mas porque não disse antes filho, eu tirava o dragão para você.
Stuart olhou para a parte ainda escura do armário, aquela com a porta ainda fechada, e disse:
-Então... Por favor, papai, tire aquele ali.
Respondeu Stuart, apontando para a parte sem claridade do armário. Onde apenas dois olhos vermelhos podiam ser vistos.
Fim
-Mas... mas porque não disse antes filho, eu tirava o dragão para você.
Stuart olhou para a parte ainda escura do armário, aquela com a porta ainda fechada, e disse:
-Então... Por favor, papai, tire aquele ali.
Respondeu Stuart, apontando para a parte sem claridade do armário. Onde apenas dois olhos vermelhos podiam ser vistos.
Fim
Sem comentários:
Enviar um comentário