segunda-feira, 18 de julho de 2011

Word



Por:Bruh Cris{Eu}
 Terminado


Estava começando a escrever um conto de terror, e era a primeira vez que eu iria fazer um desses, e não sabia ao certo o que escreveria ou sobre qual seria o tema, mas lá estava eu com o Word aberto, e pensamentos irrelevantes na cabeça, muitos idiotas, muitos sombrios demais para serem mencionados, alguns até coisa de filmes...

Sabe, vou começar de um jeito diferente! Pensei em muitas coisas, mas no final o que mais me deixou feliz foi a ideia, de algo totalmente novo, mas mesmo assim com um toque de rusticidade, comecei a escrever a descrição de meu personagem:


Um homem alto de olhos injetados de sangue, lábios vermelhos e rosto muito pálido...

Enquanto escrevia isso, ouvi barulhos vindos da rua, mas nem me dei ao trabalho de olhar o que era, devia ser só mais um vagabundo passando e fazendo uma bela algazarra, e então voltei a digitar.

Ele tinha em umas das mãos um gancho que usava para fazer um rangido agourento nas janelas ou em algo de metal para assustar as suas vitimas antes de matá-las.

Novamente ouço barulhos vindos de fora, mas agora era algo agourento que até meus pelos da nunca se arrepiaram, mas seja o que fosse, tinha parado, e voltei a me concentrar em meu conto. Estava decidida a escrevê-lo, e nada me assustaria...

Ele entrava pelas janelas e as deixava abertas para que suas vitimas sentissem o vento e ficassem ainda mais intrigadas, e com certeza assustadas...

Novamente parei quando vi que a janela de meu quarto estava aberta, com o vento da noite entrando por ela... gelei, mas pensei: devo ter a deixado aberta quando vim para cá. Ignorei. O conto era mais importante!

Ele caminhava pelo local onde entrara e deixava seus passos molhados no chão e assim ficava esperando a sua vitima os seguir...

De repente ouvi um barulho de um prato sendo quebrado e pulei da cadeira do computador e fui para meu quarto, quando vi possas de água me guiando para a cozinha. Tive um calafrio mas ignorei, pois eu havia lavado a louça, e algum prato poderia estar mal colocado e então caiu. Quando voltei para digitar, havia uma frase lá, mas eu tinha certeza que não a havia digitado ali, eu tinha certeza. Estava escrito:


Ele esperava por suas vitimas, mas algumas não seguiam seus rastros, e então ele tinha de ir até elas e se mostrar!



Tive calafrios novamente e um arrepio na espinha que me fez ficar quase igual a um fantasma.
Quando ouço passos vindos da cozinha, viro-me mas não vejo nada, e me volto novamente para o computador onde novamente havia outra frase que eu não havia digitado...

Ele anda até sua vítima e seus passos podem ser ouvidos, mas quando ela se vira, não há nada lá, mas se engana, pois ele esta bem atrás dela!

Algo toca na cadeira, olho pelo canto do olho e la estava o gancho! Não consegui tirar os olhos da tela do computador por onde eu podia ver o reflexo dele, um homem alto de olhos injetados de sangue, lábios vermelhos e rosto muito pálido. Fiquei parada de tanto horror e fiquei espantada quando o próprio Word sozinho se deu continuidade escrevendo.

Ele fica atrás dela com um sorriso perverso nos lábios vermelhos, ele levanta o gancho e o leva ate o pescoço de sua vitima e a mata, rapidamente. E então ele sussurra adeus em seus ouvidos e vai embora.

Ele sorri para mim e leva o gancho ate meu pescoço... lágrimas rolavam pela minha face enquanto ele cortava meu pescoço, e enquanto meu sangue escorria pelo meu corpo ele sussurrou adeus em meu ouvido e se foi, numa nuvem de fumaça. E o Word voltou a digitar sozinho:

Tenha cuidado com o que escreve, pois pode se tornar realidade.



Fim . . . 

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